sábado, 14 de julho de 2018

Aonde estava Exú nessa hora?




Esses dia fomos questionados pelo fato de estarem acontecendo muitos homicidios dentro das casas de Candomblé ou Umbanda, no nosso Brasil.


Respondemos assim: Será que não é a insatisfação dos males feitos por sacerdotes e sacerdotizas? Será que os deuses começaram a fechar os olhos pelo desmando? Bem, no nosso endender, se isso acontece em alguma casa , é simplesmente  porque os proprietários, zeladores e zeladoras, dão caminho para a situação! 

Mas como?
Hoje, as  festas de exú são um caminho aonde as Pombo giras, e Exús, mesmo sabendo dos clientes com seus passados ou vidas tortas, os atendem em seus pedidos; e, muitas das vezes a ganância dos zeladores é tão grande, que fecham os olhos para o certo e o errado, e cultivam uma amizade entre laços por conta do dinheiro fácil, e se esquecem que certos tipos de pessoas ilícitas procuram somente o Orixá para bens próprios,  muitas das vezes para se livrarem de desafetos ou até mesmo da polícia/justiça.

O sacerdote ambicioso, se envolve, e muitas das vezes compactua com a situação,  fechando os olhos para a real situação. Até que a mão não seja mais um ponto de união entre o bem e o mal, daí o caminho para uma tragédia já está próximo, e muitas vezes sem volta. 

Daí, quando acontece a tragédia, muitos perguntam: "cadê o Exu da casa que não viu isso?" "Cadê o jogo do sacerdote que não lhe avisou do mal agouro, ou seja, respondendo cade o Exu?" Ele estará aonde ele sempre esteve,  lá nos seus acentamentos, somente observando, porque temos que fazer o correto, pois desde que a gente compactua com coisas erradas, e sabemos que é errado, os Orixás e Exús não tem nenhuma obrigação de nos defender, sendo que eles mesmos procuraram por causa de suas ambiçoes, portanto, se a pessoa passar por um enredo de morte, vai acontecer! Vai ver o que fizeram nesse meio tempo, clientes e sacerdotes: TUDO ERRADO! 

Portanto, devemos sempre procurar a autorização de nossos Inkisses, Orixás , Voduns,  Exús e Pombos Giras. Se a pessoa realmente veio em sua porta pra somar, e se não veio a somar, trate bem, dê conselhos, e ponto final.

Nem Exú, nem Pombo gira, vai lhe segurar, se você vive no erro. Lembre-se também: tudo aquilo que é seu virá nas suas mãos no tempo e hora marcada. Dinheiro fácil encurta a vida, afasta as boas energias trazendo perigo à você, e aos seus clientes/segdores.

Agora, dizer que um jogo não avisa o que vai acontecer, é ilógico. As coisas negativas caem direto em nossa mesa de jogo, as vezes voce se livra, e outras vezes voce esta condenado aquilo, pois foi voce mesmo quem procurou.

Então amigos, cuidado com a facilidade. Orixá, Exú e Pombo Gira não são facilidades. Procurem ser corretos para que sejam sempre bem visto e lembrados.

Kolofé a quem é de Kolofé,
Motumbá a quem é de Motumbá, 
Mukuiu a quem é de Mukuiu,
E a benção a quem é de benção.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Folhas no Candomblé

Apesar do asé de todas as folhas pertencer a Ossaim, todos os orixás possuem
suas próprias folhas, algumas para usos iniciáticos, outras para banhos, outras para pós, algumas tão quentes ou tão frias, que seu uso não é recomendável, algumas somente para feitiços, etc. Cada tipo de folha pode pertencer a mais de um orixá.


CLASSIFICAÇÃO:


1) São divididas por elementos, a saber:

EWÉ AFÉEFÉ – folhas de ar

EWÉ INÓN – folhas de fogo

EWÉ OMIN – folhas de água

EWÉ ILÉ ou IGBÓ – folhas de terra


Essa divisão remonta à classificação dos orixás por elementos, apesar de sabermos que os orixás possuem, folhas pertencentes a todos os elementos. A chave é o equilíbrio. Só para lembrar, a divisão dos orixás por elementos é:

ORIXÁS DE FOGO: Exú, Ogum, Xangô, Oyá.

ORIXÁS DE TERRA: Ogum (o ferro), Oxóssi, Omulu/Obaluaiê, Nanã. (lama = terra + água), Oxumarê e Logun.

ORIXÁS DE ÁGUA: Iemanjá, Oxum, Nanã, Oxumarê, Logun, Obá, Ewá, Oxalá (nas chuvas finas).

ORIXÁS DE AR: Oyá, Oxalá (nas nuvens e no céu), Oxumarê (no arco íris).

Devemos ter em mente que esta classificação é genérica, pois não leva em consideração que, em seus caminhos específicos, os orixás se relacionam com outros orixás e, conseqüentemente, com outros elementos. Por exemplo, Oyá Onira (Vodun Djo) = fogo + ar + água = água fervente ou vapor d’água, etc. Por isso, é aconselhável o uso equilibrado dos quatro elementos num amaci/agbo/omieró, principalmente no que diz respeito aos rituais iniciáticos.

Outra classificação diz respeito à polaridade das folhas, determinada normalmente por seu formato, onde temos:

EWÉ APA ÒTÚN  X  EWÉ APA ÒSÍ
Folhas da direita Folhas da esquerda
Masculinas Femininas
Formas alongadas/fálicas Formas arredondadas/uterinas
Geralmente, de fogo ou ar Geralmente de água ou terra
Também se considera as condições de: excitação (gùn) ou calma (èrò) geradas pelas folhas, que é de extrema importância.

GÙN  X  ÈRÒ
Folhas de fogo ou terra, que Folhas de ar ou água, que facilitam a possessão e abrandam o transe e acalmam o orixá e a pessoa. Volta-se a frisar, o equilíbrio é fundamental.

Em banhos (amacis – banhos frescos, ou agbos – banhos de fundamento do asé) é
necessário analisar as condições da pessoa e de seu orixá. Se o banho é para pessoa/orixá muito calmo, usam-se algumas folhas GÙN, para equilibrar a energia. Se for ao contrário, usa-se algumas folhas ÈRÒ.

Geralmente, usam-se 7 folhas para banhos de Exú e 16 para os banhos de orixás,
mantendo-se sempre a harmonia e o equilíbrio dentre os elementos já descritos.
OBS: Todo banho (seja amaci ou abô) com fins rituais deve ser de erva fresca, colhida na parte da manhã com os devidos cuidados e rituais, quinado e devidamente rezado e imantado com uma vela acesa durante a sua preparação.


DIVISÃO DAS FOLHAS POR ORIXÁS


EXÚ: Picão, cambará, erva do diabo ou figueira do inferno, aroeira vermelha, dormideira, pimentas (quaisquer), arruda, olho de gato, carrapicho, tiririca, alfavacão, perpétua, sapê, cansanção, trombeta roxa, urtiga, maconha, branda-fogo ou folha de fogo, vassourinha ou mastruz, mamona vermelha, corredeira, coroa de cristo, cana de açúcar, arrebenta cavalo, bico de papagaio, azevinho, carurú ou bredo com espinho, tento de Exú, comigo ninguém pode, assa-fétida, erva de bicho, espinheiro, erva grossa, losna, hortelã pimenta, mandacaru, cacto, palmatória de Exú, pau d’alho, fortuna, patchuli, babosa, assa peixe, avinagueira,
barba de diabo, fedegoso, garra de diabo ou garra de Exú ou unha de Pombo Gira, jamelão, jurubeba, sempre viva, tinhorão roxo.

OGUM: Romã, milho, aroeira branca, akoko, alumã, visgo, sumaúma, cipó chumbo (Ogunjá), lírio do brejo, pinhão branco ou roxo, tiririca, sapê, capixaba, espada de São Jorge, lança de São Jorge, abre-caminho, guiné, guiné pipiu, cajazeiro, dendezeiro ou màriwò, babosa, oficial de sala, folhas de inhame cará, dandá da costa (capim e raiz), mangueira (principalmente espada), vence demanda ou vence tudo, peregum verde, agrião do brejo ou erva botão ou pimenta d’água), carurú sem espinho, araçá, costela de Adão, eucalipto, goiabeira, espinheira santa, São Gonçalinho, alfavaquinha, beldroega, camboatá, canela de macaco, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, erva tostão, erva de bicho, língua de vaca, losna, mutamba, pé de pinto, mal me quer, coqueiro, carrapeteira.

OXÓSSI: Folhas de milho, folhas de coqueiro, murici, akoko, São Gonçalinho, visgo, pinhão branco e roxo, carrapicho, chifre de veado, dandá da costa, sapê, taioba, rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, guiné, guiné pipiu, acácia ou chuva de ouro, folhas de guaximba ou língua de galinha, jasmim manga, carqueja, jurubeba, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, caiçara, guapo, colônia, alecrim do mato ou do campo, araçá, cajueiro, cipó caboclo, erva curraleira, espinheira santa, juremeira, nicurizeiro, erva passarinho, chapéu de couro, assa peixe, alfavaca, carurú sem espinho, cana fita, capeba, groselha, ingá, língua de vaca, peregum verde, pitanga.

OSSAIM: Apesar de todo axé das folhas, e por conseqüência, todas as folhas, pertencerem a Ossaim, as folhas de fundamento do orixá e de uso mais comum para ele são: Baunilha de nicuri ou nicurizeiro, tira teima, umbaúba branca, aroeira, akoko, cipó milomi ou jarrinha, balainho de velho, aridan (folhas e favas), pimenta da costa, cipó chumbo, bejerecum (folhas e favas), dandá da costa, andará (folhas e favas), sapê, hibisco vermelho ou branco dobrado, trombeteira, quebra-pedra, erva pombinho, mamona, rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, erva vintém, pitangueira, jurubeba, ingá, obi, guapo, orobô, patioba, peregum (verde ou rajado), barba de São Pedro ou sene, carrapicho, erva pita, araçá, jureminha, cacau, café, carobinha, chapéu de napoleão (folhas), erva andorinha, losna, olho de boi (folhas), louro, alecrim, alfavaquinha, amendoeira, beldroega, canela de macaco, erva tostão, folhas de ficus, folhas de fumo, mal me que, língua de galinha ou guaximba.

OMULÚ/OBALUAIÊ: Pata de vaca branca, erva passarinho, sete sangrias, rabujo, sabugueiro, cipó chumbo, jenipapo, alfavaca, canela de velho, melão de São Caetano, quebra pedra, erva moura, gervão, mostarda, cipó cabeludo, tanchagem, juá de capote, fedegoso, maria preta, olhos de santa luzia ou marianinha, coreana, coroa de cristo, babosa, barba de velho, jequitirana, cordão de frade ou de São Francisco, vassourinha, barba de boi, erva pita, erva de Sta. Maria, carobinha, cinco chagas, copaíba, coqueiro de purga ou de catarro, erva andorinha, erva de bicho, erva grossa, pau d’alho, kitoko, velame, viuvinha, cana do brejo, alumã, beldroega vermelha, crisântemo, confrei.

OXUMARÊ: Erva passarinho, língua de galinha ou guaximba, dormideira ou sensitiva, amendoim, folha da riqueza (fortuna ou dólar ou dinheiro em penca), jiboia, folhas de batata doce, maria preta, bananeira, vitória régia ou oxibatá, tomateiro, trancinha de Oxumarê, melão de São Caetano, coqueiro de Vênus, mutamba, parietária, rama de leite, cipó milomi ou jarrinha, arrozinho, melancia, ojuorô, samambaia de poço ou pente de cobra, folhas trepadeiras, de um modo geral.

IROKO: Gameleira branca ou Iroko, abiu, barba de velho, cajueiro, colônia, jaqueira, mãe boa, cipó milomi, noz moscada, folhas de fruta pão, graviola, bananeira, mangueira, castanha do Pará, erva pita, árvores centenárias de grande porte.

XANGÔ: Fortuna, cambará, romã, umbaúba branca ou vermelha, tamarindo, jaqueira, erva de São João, alfavaca, xanan (aipim ou carurú sem espinho – para Barú), erva tostão, pimenta de macaco, carurú sem espinho ou Oyó, branda fogo ou folha de fogo, azedinha ou avinagueira, campainha, jaborandi, crista de galo, gerânio cheiroso, capim fino, flamboyant, carrapeteira, cinco chagas, capim limão, alibé de Xangô (folhas e favas), orobô, castanha do Pará, vence demanda, oxibatá vermelho, urucum, cascaveleira ou xiquexique, cajueiro, camboatá, cruzeirinho, manjerona, negra-mina, salsaparrilha, iroko ou gameleira branca, kitoko, lírio vermelho, lírio branco, elevante, aroeira, beijo vermelho, capeba, erva prata, jarrinha ou cipó milomi, malva, para-raio, panaceia, manjericão roxo,
pena de Xangô.

OYÁ: Pata de vaca rosa, fedegoso, aroeira, dormideira, pinhão branco e roxo, bambú (folhas), maravilha, trombeta rosa, erva tostão, erva prata, espada de Sta. Bárbara, lança de Sta. Bárbara, branda fogo ou folha de fogo, campainha, mutamba, gerânio cheiroso, taquari, fruta pão, para-raio, flamboyant, quiabo, amora, maracujá, cinco chagas, oxibatá rosa ou vermelho, crista de galo, erva santa, jaborandi, peregum rajado, língua de vaca, umbaúba vermelha, carurú sem espinho, canela de macaco, capeba, erva passarinho, cipó milomi ou jarrinha, malva rosa, negra mina, parietária, rama de leite, taioba branca.

OXUM: Erva capitão ou abebê d’Oxum, picão, melão d’água, cipó milomi ou jarrinha, lavanda, vassourinha de relógio, pimentinha d’água ou oripepê, bem me quer, manjericão branco, melão, aguapé, elevante, hibisco, beti cheiroso ou aperta ruão, beti branco, sândalo, carurú sem espinho, cana de jardim, brilhantina, trevo de quatro folhas, mal me quer ou calêndula, erva cidreira, pata de galinha, capim fino, jambeiro rosa, erva vintém, erva doce, pitangueira, mãe boa, macassá ou catinga de mulata, girassol (pétalas), erva de Sta. Luzia, oxibatá amarelo ou branco, oriri, vassourinha d’Oxum, canela, alface, assa peixe, cabelo de Vênus, flor de ouro ou botão de Orunmilá, cajueiro, cravo, dinheiro em penca, dólar, jasmim, tapete d’Oxum, poejo, colônia, lótus, melissa, flor de laranjeira, alfazema, lírio, agoniada, amor do campo, capeba, malva branca, parietária, rama de leite.

LOGUN: Combinação das folhas de Oxóssi e Oxum (verificar os caminhos para haver o equilíbrio) + Coqueiro de Vênus, chifre de veado, comigo ninguém pode verde, peregum rajado.

EWÁ: Maravilha, batata de purga, cana de jardim ou bananeira de jardim, oxibatá lilás, tomateiro, dormideira.

OBÁ: Vitória régia, oxibatá vermelho, tangerina, rosa vermelha.

IBEJI: Sapoti, flamboyant, quiabo, cana de açúcar, maracujá, bananeira, abacaxi, araruta, poejo, uva.

IEMANJÁ: Melão d’água, coqueiro, lírio do brejo, melancia, manjericão branco, elevante, maricotinha, beti branco, beti cheiroso, erva da jurema, erva prata, carurú sem espinho, capeba, pariparoba, taioba branca, mostarda, lágrima de Nossa Senhora, salsa de praia, azedinha do brejo ou erva saracura, mãe boa, macassá, emília, pandano (Iamacimalé), oxibatá branco, vassourinha, árvore da felicidade (Iamacimalé), colônia, agrião d’água, camboatá (Iamacimalé), rosa branca, uva, verbena, umbaúba branca, algas, panacéia, alfazema, macela, aguapé, condessa, dandá do brejo, malva branca, papo de peru, rama de
leite, araçá da praia.

NANÃ: Pata de vaca branca ou rosa ou lilás, erva passarinho, espelina falsa, língua de galinha ou guaximba, taioba, aguapé, melão de São Caetano, baronesa ou jacinto d’água, mostarda, cipó cabeludo, maria preta, balaio de velho, marianinha, xaxim, azedinha do brejo, mãe boa, batatinha, guacuri, oxibatá lilás, arnica do campo, manacá, quaresmeira, viuvinha, umbaúba branca e roxa, vassourinha, alfavaca roxa, avenca, broto de feijão, cana do brejo, capeba, cipreste, cipó milomi ou jarrinha, macaé, rama de leite.

OXALÁ: Fortuna, coqueiro, tamarindo, dama da noite, trombeta branca, oripepê, manjericão branco, erva de bicho ou folha de igbi, guando, boldo ou tapete d’Oxalá, beti branco, beti cheiroso ou aperta ruão, erva prata, mamona branca, brilhantina, parietária, mutamba, lágrima de Nossa Senhora, beldroega, trevo de quatro folhas, algodão, alecrim, fruta pão, mamoeiro, cabaceira, graviola, dendezeiro, sálvia, língua de galinha ou guaximba, erva vintém, azedinha do brejo, gameleira branca, folha de inhame cará, macaé, cinco chagas, ingá, macassá, saião, emília, bananeira, guapo, língua de vaca, oxibatá branco, oriri, chapéu de couro, carurú sem espinho, cana do brejo, amendoeira, bálsamo, espinheira santa, benjoim, erva doce, colônia, lírio branco, jasmim ou junquilho, mirra, noz moscada, pixurim, uva verde, maria sem vergonha branca, oliveira, elevante, beldroega, louro, malva branca, paineira.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Manual do Abian e do Iyawô.



1- Não retrucar o pai-de-santo. Você por acaso retruca seus pais?


2- Não retrucar seus irmãos mais velhos e egbomis; Você por acaso retruca seus avós?


3- Caso tenha algo para falar que não esteja concordando, discretamente peça um minuto da atenção do zelador/zeladora de santo e exponha a situação civilizadamente, sem precisar que a torcida do Flamengo esteja assistindo. Dar um escândalo no meio do barracão não é postura de um filho de santo, e você ainda corre o risco de tomar um coió na frente de todo mundo.



4- Quando tiver visita no barracão (egbomis, ekedes, ogãs, zeladores), seja em dia de festa ou em dia corriqueiro, é bom que os filhos se abaixem para dirigir a palavra ao zelador/zeladora de santo. Detalhe: Só atrapalhar a conversa caso seja EXTREMAMENTE necessário. Deve-se chegar junto à ele, mas não muito, e ficar abaixado esperando que ele pergunte o que deseja. Quando ele perguntar, comece sempre sua frase com “AGÔ”. “Agô, babá etc...



5- Nunca, jamais, em tempo ou hipótese alguma, seja no seu barracão ou no barracão do alheio, deve-se sentar na mesma altura que o zelador/zeladora de santo. Eles já passaram por vários sacrifícios para estar sentado confortavelmente ali. Você ainda está no meio do caminho. Portanto, pra que querer sentar aonde você não alcança?


6- Iyawô e abian não bebem nenhum líquido em copo de vidro dentro de seu barracão ou no barracão do alheio. Deve-se esperar o bom e velho copinho de plástico ou então a conhecida DILONGA, BAN ou CANEQUINHA DE ÁGHATA, como você preferir chamar. Copo de vidro só quem tem direito é egbomi, ekede, ogã e zelador/zeladora.


7- Iyawô e abian não come em prato de vidro ou louça. Apenas em pratinho de plástico ou ághata. Aliás, devemos lembrar que é de boa educação cada filho trazer seu devido pratinho de ághata e sua devida canequinha para seu uso pessoal no barracão. Ah! Garfo? Nem pensar! pode usar a colher, somente. Garfo, só com 7 anos de santo feito, ou então sendo ekede, ogã, zelador/zeladora.


8- Terminou seu ajeum? Pegue seu pratinho e sua canequinha, vá para cozinha e lave. Não cai a mão e não dói. Infelizmente ainda não possuímos uma empregada que possa cuidar da limpeza geral enquanto nós descansamos.


9- Como dissemos no ítem anterior, não temos uma empregada para limpar tudo. Portanto, cada um deve se conscientizar e fazer a sua parte. Ficar protelando, esperando que algum irmão de santo se encha da bagunça e vá arrumar por você não tem cabimento. Cada um fazendo um pouco fica mais fácil e rápido.


10- Resolveu visitar o/a zelador/zeladora? Que maravilha! Eles amarão sua visita, ainda mais se você vier com uma modesta colaboração para o ajeum, pois como é do conhecimento de todos, o/a zelador/zeladora não são ricos e nem tem obrigação de alimentar todo mundo. Madre Teresa de Calcutá já morreu, e definitivamente, ela não vira na cabeça do pai de santo.


11- Ao chegar ao barracão, o procedimento correto é: 
a) Amarrar um pano no peito (mulheres); 
b) Ir direto para a cozinha beber um copo d’água para esfriar o corpo da rua, sem fazer paradas para bater-papo e colocar a fofoca em dia; 
c) Tomar seu banho e ir trocar de roupa; 
d) Bater cabeça no axé, na porta do quarto de santo e para o zelador ou zeladora; e) Tomar a benção à TODOS os seus irmãos, sendo dos mais velhos aos mais novos, de acordo com a ordem iniciática. Agora sim, caso não haja nada em que se possa ajudar (muito embora seja impossível, pois em uma casa de santo sempre tem algo a ser feito), você pode ir colocar seu tricô em dia.


12- Você trabalhou feito uma escrava/escravo, e se cansou? Acabou de fazer todo o serviço? Bem, agora você pode pegar o seu maravilhoso APOTÍ e confortavelmente sentar-se nele. Como dissemos no item 5, cadeiras, sendo com ou sem braço, só ebomis, ekedes, ogãs ou zeladores que podem sentar. Existe uma variável do APOTI, que é a famosa ESTEIRA. Nela você pode se sentar, se espichar e até relaxar seus ossos. Ela é sua! Aproveite!  
 

13- Em sua casa, quando você faz uma comemoração qualquer e é servida uma refeição, você sai atacando o ajeum na frente de seus convidados? Acreditamos que não, né? Portanto, na casa de santo é igual. Antes os mais velhos devem se servir, para só depois os abians e iyawôs se servirem. Isso é mais que uma regra, é etiqueta. E você não vai querer ser um deselegante, não é? Lembre-se: Estão sempre observando você.


14- Você gosta que fiquem pegando suas roupas emprestadas? Pois é, o zelador e zeladora também não gosta. Portanto, que tal ir no Varejão das Fábricas e comprar um belíssimo tecido de lençol a R$ 4,50 e fazer uma baiana de ração básica pro dia-a-dia? Não sai caro e fica uma gracinha. E você finalmente pára de pegar a roupa do alheio emprestada. Não é maravilhoso? Todos na casa contentes e felizes com suas devidas roupas.


15- Quem traz dinheiro para o sustento da casa? Você é que não é. Portanto, trate muito bem os clientes que vão para jogar ou se consultar, pois é deles que vem boa parte do dinheiro. Sorrir sempre e servir um copinho de café ou de água gelada não mata ninguém. Que tal tentar?


16- E vai rolar a festa! O povo do ketu, do Jeje, da Angola e até da Umbanda já mandou convidar. Mas, e o dinheiro para comprar o ajeum e o otí do povo? Com certeza o Carrefour não irá mandar as coisas de graça para o barracão, nem o Mercadão de Madureira tão pouco irá dar os bichos e todo o material restante. Portanto, que tal se todos tirarem do bolso um pouco e ajudarem?


17- Você acha que só por este local ser uma casa de santo, a Light, a CEG e a CEDAE irão fornecer água, luz e gás de graça? É claro que não. Portanto, contribua sempre com a sua módica mensalidade. Economizar um pouco na Skol e no cigarro no final de semana já irá ajudar muito no barracão.


18- O mundo está em guerra, existe muita gente por aí passando fome. Portanto, por que desperdiçar comida? Fazer a quantidade exata só para quem trabalhou dignamente e contribuiu com este maravilhoso ajeum é o coerente, pois você não está no programa da Ana Maria Braga para comer de graça. Por falar em Ana Maria Braga, lembre-se que você não é o Louro José para dar palpites no barracão. Se você tem alguma sugestão, leve-a antes ao zelador/zeladora.


19- Ficou cansado depois da festa? Nada de ir pegando sua bolsa e ir saindo de fininho. Lembre-se da limpeza do barracão.


20- Roda de candomblé, seja em sua casa ou na casa do alheio, não é lugar de ficar de cochicho e risinhos irônicos. Se você quer fuxicar, vá para a rua.


21- Anáguas encardidas, só se for depois da festa do candomblé. Antes, NUNCA, JAMAIS, NEM PENSAR! Devem ser brancas como a neve, salve anáguas de ráfia ou entre-tela.


22- Você, irmãozinho, que vê o mundo cor de rosa, deve deixar esta sua visão progressiva e moderna do lado de fora do barracão. Ali dentro você tem que ver tudo branco. O mesmo vale para as coleguinhas que vêem tudo azulzinho. Casa de orixá é para louvar e cuidar do Orixá, e não para arrumar casório.


23- Vai rolar um churrasquinho de gato na casa do seu coleguinha no meio da semana, no mesmo dia de função do barracão? Então, peça para ele guardar uma garrinha de carne para você e venha cumprir suas obrigações junto a seus irmãos.


24- Se sua irmã de santo tem uma baiana mais humilde do que a sua, nada de ficar xoxando. Lembre-se, o mundo dá voltas e o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Amanhã pode ser você com uma baiana de chita e ela com uma belíssima saia de rechilieu.


25- Caso assista fora do seu barracão a algo diferente do que ocorre em sua casa, nada de ficar xoxando e chamando de marmoteiro. Você não é o dono da verdade e nem ninguém o é. O que pode parecer maluquice pra você, pode não ser para o próximo. Além do mais, comentários sempre são feitos depois. Vai que tem alguém conhecido escutando?


26- Ninguém tem mais ou menos santo que ninguém. Isso é regra. Sempre.


27- Respeito é bom e conserva os dentes. Portanto, deve-se pensar duas vezes antes de envolver o zelador/a zeladora e irmãos mais velhos em determinadas brincadeiras de mau-gosto. Apelidos e avacalhações são da porta do barracão pra fora. Além do mais, a próxima vítima pode ser você.


28- Roupa de barracão é saia comprida, camisú e pano da costa. Shortinhos e top’s devem ser usados somente pra ir ao baile funk.


29- Sempre que for servir algum mais velho de santo, deve-se levar numa bandeja ou prato, e abaixar-se para servir. Nunca olhar no rosto da pessoa. Responder somente “sim” ou “não”.


30- Benção foi feita para ser trocada. Sempre que você pede a benção, você está na realidade pedindo a bênção ao Orixá da pessoa, e não à ela própria. Portanto, todos devem trocar a benção, mais velhos com mais novos e vice-versa.
APOTÍ: A casa constantemente precisa de apotís. Nos grandes supermercados vendem higiênicos banquinhos de plástico baratinhos. Coopere com a casa e leve o seu.


Eu peguei essa época!


  • Gente de Iyabá não come bico de pão.
  • Gente de Iyabá não cruza conta.
  • Gente de Iyabá come na roça com colher. 
  • Não se passa faca com as mãos.
  • Não se bebe no gargalo.
  • Pessoas de Oxalá não usam cor dentro da roça.
  • Iaô não tem posto.
  • As mulheres Iaô se abaixavam no xirê entre um Orixá e outro.
  • Buchada só pessoa de Iyabá que vira.
  • Quem vira buchada prepara o chinchin.
  • Oxalá só come bicho fêmea e branco.
  • Homem não entra em cozinha de santo.
  • Você só assiste a obrigação que tem.
  • Peso na roça são com os homens.
  • Organização na roça é de todos.
  • Gente de Oxum não quebra ovo.
  • Gente de Oyá não come abóbora.
  • Iniciado não come caranguejo.
  • Quiabo se corta calado, na enin com vela e água ao lado.
  • Acará para santo se bate com a mesma água que descansou o feijão fradinho.
  • Em águas de Oxalá não entra carne vermelha, nada preto e tudo é feito no maior silêncio que possa.
  • Mulher não desfia mariô.
  • Santo homem não usa pano com abas, orelhas e afins, só rodilha.
  • Iaô passa o primeiro Carnaval e ano novo na roça.
  • Iaô chega na roça, e quem dá banho de ervas é um mais velho de santo. 
  • Troca de bênção é para todos.
  • Quem chega pede a bênção.
  • Salvar todos os quartos depois do banho.
  • Esfriar o corpo para falar com alguém.
  • Salvar só depois do banho de ervas e água limpa.
  • Mais novo não dança com santo mais velho.
  • Mais novo não canta folha na frente de mais velho.
  • Candomblé tem que ter aloá para Orixá.
  • Idade que conta é o dia do nome sempre.
  • Feito não come arroz queimado.
  • Feito não rói osso de alimentos.
  • O único que se veste igual a Iyabás é Oxalufan, suas vestes sempre foi diferente dos outros Oborós.
Era muito legal, apesar de exigência pacas. O que fez mudar tanto minha gente nos dias atuais? Muita internet? Comercialização absurdas do culto?

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Ataré


O Ataré também conhecido como Pimenta da Costa, Grãos do Paraíso e cujo nome científico é Aframomum melegueta roscoe K. Schum pertence à família Zingiberacea e a mesma do gengibre. Encontrada na região costeira da África, é uma erva perene com porte de uma “mini palmeira” podendo atingir cerca de 1,0 a 1,5m de altura, seus frutos quando secos apresentam uma casca de coloração marrom, as sementinhas de ataré são encontradas dentro do fruto envolvidas por uma película bem fina. O seu cultivo é essencialmente pela sua valiosa semente, que possui uma picância não muito acentuada (tipo o amargo da mostarda), que lhe valeu o nome de "grão do paraíso", indicando seu alto valor como especiaria e na medicina. A semente é usada extensivamente em etno medicina para uma variedade de doenças, possuem ativos para diversas atividades biológicas, especialmente contra inflamações e doenças infecciosas. 

Além de propriedades medicinais o Ataré é utilizado em rituais de Candomblé. Seu uso acontece em cerimonias que fazem alusão ao Orixá Exú. Este é utilizado com o significado de limpar o hálito e retirar todas as más intenções que as palavras podem conter. Outra cultura que utiliza o Ataré é a Cultura Iorubá, que o usa como forma de dote, onde o noivo oferta ataré à família da noiva e este significa fecundidade.

Os Grãos do Paraíso ou ataré tem sido a planta nativa favorita para curandeiros africanos, que usam suas sementes para tratar doenças de tosse, dor de dente e para sarampo. Suas sementes são utilizadas na África Ocidental como um remédio para uma variedade de doenças como dor de estômago, diarreia e até mesmo picada de cobra. As sementes do ataré contêm gingeróis e compostos relacionados que podem ser úteis contra as doenças cardiovasculares, diabetes, e inflamações.

O ataré ou pimenta da Costa, é um elemento bastante utilizado em inúmeros rituais do candomblé. Seu simbolismo provém da força que produz ao ser mastigada, e também pelo fato de ela dá força à palavra da pessoa que a mastiga, aumentando o dom de profetização, tanto para coisas positivas quanto para negativas, assim como protege o corpo físico e espiritual da pessoa que a oferece.

É um elemento de predileção de Exu, mas inúmeros outros orixás a aceitam, ela vai em ebós, boris, na produção de atins, nos igbás e em inúmeras outras funções dentro da religião. Costuma-se soprar grãos de ataré mastigados com gim na porta da rua pra despachar e ter voz de comando junto a Exú, assim como se mastigar pimenta da Costa cedo ao acordar sem escovar os dentes, para ser reconhecido por Exu e Orixá.

Alguns chegam até a cuspir no igbá Exu, ataré com gim, fazer seus orikis e seus pedidos com a “força na palavra”.

Quando se acorda pela manhã, sem lavar a boca se esta com seu emi, seu halito, seu cheiro natural. O Orixá e Exú sentem e reconhecem nosso cheiro natural. Esse costume de se levantar e antes de fazer qualquer coisa mascar ataré é um costume que provêm do povo de Ifá.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Aridan


Aridan, Àrìdan é o nome de uma árvore de origem africana, cultivada no Brasil, que produz frutos com o mesmo nome, seu nome científico é TETREPLEURA.

Fava de Aridan como é chamado no candomblé é um fruto sagrado que entra na maioria dos rituais do candomblé, principalmente nos rituais do ODUN EJÊ, SASANHA, ABÔ e ASSENTAMENTO DE ORISÁS. No sentido de proteger o barracão e os filhos de santo contra os feitiços.

Segundo Verger, este mesmo vegetal tem o mesmo nome na África e um vasto uso nos rituais, principalmente em trabalhos benéficos para combates de bruxaria praticadas pelas feiticeiras(IYÁMI'S).

A fava consiste em um envólucro que protege as sementes e em algumas espécies, são usadas ainda verde como leguminosas, em outros espera-se q amadureçam e sequem para serem trituradas ou delas serem retiradas suas sementes.

Seu uso é exatamente no sentido de proteção, que vai efetuar ao iniciado quando mistirada nos preparos de pó sagrado.

Nos rituais de Orisás, nada se faz sem o uso dessa poderosa fava, que é utilizada desde os tempos remotos, por sacerdotes das diversas regiões da África.

A Aridan é muito conhecida pelo povo do candomblé, por ser talvez a mais sagrada de todas as favas utilizadas. Até mesmo ESÚ leva essa fava em seu assentamento e jamais se faz nada, sem que ela esteja dentro do IGBÁ ORISÁ.

Sua utilização dentro do Candomblé é universal, sendo que todas as nações a utilizam e praticamente da mesma forma. Apenas ressalto que somente um sacerdote devidamente preparado pode utilizar essa ou qualquer outra fava nos rituais litúrgicos.

A Aridan protege desde os IGBÁS, as pessoas e a Casa de candomblé.

ASÉ!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Sabão da Costa (Òsé Dudu)



Origem do Sabão da Costa



No início do século XVI, navegadores ibéricos, por falta de conhecimento geográfico, passaram a designar genericamente toda a costa atlântica africana e seu interior imediato, como «da Costa», e naturalmente, tudo o que dali procedesse possuía a mesma denominação, ou seja, seria «da Costa», e isso não serviu apenas para o sabão, mas também outros artigos tais como: pano (da Costa), pimenta (da Costa), limo (da Costa), esteira (da Costa), etc.

Segundo estudos, de diversos historiadores, o sabão da Costa era importado pelo Brasil desde o ano de 1620. Nessa época ele era procedente de países como Gana e Camarões e, principalmente da Nigéria, grande produtor. O antigo Daomé (atual República do Benin) e Togo, também produziam sabão, o dito da Costa, que era trazido por escravos e seus algozes, os traficantes de escravos.
No livro «Casa Grande e Senzala», o clássico estudo de Gilberto Freyre, este grande erudito nos informa que o sabão da Costa, passou a ser vendido ao povo em geral, no Brasil, notadamente nas ruas do Rio de Janeiro, por escravos libertos logo após a Abolição da Escravatura.


No Rio de Janeiro, já no século XX e principalmente a partir dos anos 70, com a chegada massiva de estudantes nigerianos que aqui vieram para estudar em diversas Universidades, iniciou-se um intenso comércio, não só do sabão da Costa, como também de muitos outros artigos religiosos. O Mercadão de Madureira, sem dúvida é o maior centro difusor. No Brasil no início dos anos 70, poucas eram as lojas que o tinham para venda. Devido ás suas propriedades medicinais, terapêuticas religiosas, seu uso tornou-se mais intenso.


Mas é bom saber, e estar alerta, pois alguns africanos em conluio com alguns comerciantes inescrupulosos misturaram sabão da Costa legitimo com um outro, que é tido como sabão da Costa, porém é inferior ao original, embora também seja vendido em larga escala. Nos grandes mercados africanos podemos encontrá-lo geralmente envolto em folhas de bananeira ou até em pequenas bolas de 100g envoltas em plástico. É o mesmo e velho sabão da Costa!
Texto extraído do livro «O uso mágico e terapêutico do Sabão da Costa» de Fernandez Portugal Filho – Rio de Janeiro, 2011 – Editora Cristális.




Sabão da Costa: princípios, uso e propriedades



Sabão da Costa, òsé dudu em Yorùbá, literalmente sabão negro. Òsé dudu é um sabão negro consistente, de origem africana, comum em todos os mercados populares em diversos países africanos. Os originais são feitos de forma artesanal, com gordura animal; é pastoso e faz bastante espuma. Pode ser associado a ervas secas, especiarias, azeites, óleos, pós de vegetais, minerais, ossos de diversos animais, sangue de animais, enfim, uma infinidade de elementos que os Babalaô utilizam para as mais distintas finalidades. 

Como toda a arte mágica, ao preparar o òsé dudu temos que ter cuidado ao misturar os ingredientes para que possamos alcançar os melhores resultados, devemos com atenção conhecer previamente a potência de cada elemento, para então sabermos que reunidas produzirão os efeitos desejados. Para esses resultados que esperamos, não é suficiente apenas misturar os elementos. Todo sabão preparado só atingirá seus objetivos for, após a sua finalização, imantado pela poderosa energia do Òrisá que você deseja, o Asé. 

A observância da luz solar e da energia lunar fazem a diferença. Ao prepararmos o òsé dudu, devemos seguir as indicações como dia, hora, etc, pois ao obedecermos ás indicações estaremos contribuindo e muito com o sucesso da realização da finalidade a que se destina.”



Sabão da Costa (òsé dudu), preparado artesanalmente e segundo a tradição Yorùbá, para os seguintes fins:


– Limpeza e descarrego;


– Quebra e descarrego forte de energias negativas (magias, invejas, espíritos do astral inferior…);


– Prosperidade, sorte, atração de boas energias e abertura de caminhos;


– Calma, equilíbrio, tranquilidade, paz, sono tranquilo;


CURIOSIDADES – SABÃO DA COSTA



Ao contrário dos sabões comerciais, que são feitos de produtos químicos sintéticos, o òsé dudu é muito hidratante para a pele. Isso acontece porque é feito de dendê virgem e Manteiga de Karité. A receita básica é secular, das antigas tradições, tendo sido transmitida ao longo de gerações.

É feito de forma artesanal, não sendo encontrado em farmácias, somente em lojas específicas de produtos africanos, normalmente na forma bruta. O Sabão preto é conhecido na África Ocidental por vários nomes, mas o mais comum é Òsé Dudu, que é derivado do Anago ou línguas iorubas da Nigéria, Benin e Togo. Significando, literalmente, sabão (òsé) Preto (Dudu). Embora conhecido como “negro”, o sabão preto Africano varia de um marrom claro ao preto profundo, dependendo dos ingredientes e modo de preparação.
As cascas, folhas e vagens do cacau também são utilizadas para dar a cor e característica.


O óleo usado para fazer o sabão varia de região para região, e inclui óleo de palma, óleo de palmiste, óleo de coco, manteiga de cacau e manteiga de karité. Qualquer combinação destes ingredientes é possível e é determinado como base. Além disso, o cloreto de potássio, que é usado para fazer sabão preto africano, pode ser derivado a partir das cinzas de várias fontes vegetais, incluindo frutos do cacau, cascas de karité, folhas de bananeira e os subprodutos da produção de manteiga de karité.


O cloreto de potássio utilizado provém das cinzas de folhas de bananeira, resíduos de manteiga de karité e da casca de uma árvore local chamada Agow. A casca é colhida de forma a não prejudicar a árvore. O processo de elaboração do sabão é altamente sofisticado e exige a agitação das mãos, por pelo menos um dia inteiro e um estágio de maturação (cura), por duas semanas.


O sabão pode ser processado por fusão, em fogo direto, com uma pequena quantidade de água. Durante esta fase de fusão, a textura do sabão se torna mais suave e há uma mudança de cor para um marrom chocolate. O sabão derretido é então prensado em blocos, que podem ser cortados em barras para facilidade de uso.


O sabão preto é comumente feito pelas mãos de mulheres das aldeias africanas, que fazem o sabão para si e para sustentar suas famílias. As mesmas mulheres que fazem sabão preto optam por usar apenas sabão preto em seus bebês, pois a pureza do sabão faz com que não resseque a pele. Na verdade, o sabão preto é geralmente o único sabão utilizado na maioria dos países do oeste Africano. É uma fonte natural de vitaminas A, vitamina E e também ferro, ajudando a fortalecer a pele e cabelo. Por séculos, os ganenses e nigerianos têm usado sabão preto para ajudar a aliviar a oleosidade da pele, a psoríase, a acne, as manchas claras e vários outros problemas de pele. As mulheres africanas usam-no durante a gravidez, para mantê-las sem estrias.

Embora o Sabão da Costa esteja presente no Brasil desde pouco depois de 1620 como se viu, e seja oriundo de uma mística e secreta fórmula, é um produto cujas origens se baseiam no conhecimento hermético de antigos africanos mas que se produz hoje, com avançada tecnologia.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Conselhos para os Candomblecistas


1- Converse com o Òrìsà na boca da quartinha, você se surpreenderá com os resultados.

2- Em casos de demanda, conversar na boca do pilão.

3- Ao realizar um àsé de quartinha na porta ou portão, faça-o com a pessoa de costas para rua, e não vire a mesma; passe pelo lado, esborrife as costas e empurre-a para dentro, e depois despache a quartinha.. Ao contrário, você poderá despachar a pessoa de sua Casa, ou agravar a situação da mesma.

4- Ao fazer qualquer trabalho, nunca deixe o cliente de costas para os Orixás, e nem deixe girar para fazer o serviço.

5- Nunca mostre sua Obrigação à estranhos, e principalmente à quem não for Feito.

6- Ao sacrificar um animal, nunca faça o vai e vem (serrote) com a faca(obé). Só faça em caso de dano.

7- Em caso de falecimento de uma pessoa e que tenha obrigação em sua casa, cubra com um pano preto em cima dos Óbarás, isto evitará que fuja e leve os demais Orixás consigo. E despacha-os com urgência para o local de origem. Estas providências têm que ser rápidas. Oriente sempre os demais familiares.

8- Sempre que for à uma encruzilhada, acenda em primeiro lugar uma vela branca, na perna da encruzilhada, ou no centro da encruzilhada, pedindo licença à Ogum Avagã, por ser o legítimo dono da encruzilhada.

9- Sempre tenha o hábito de solicitar agò (licença), em qualquer lugar que pisar ou passar, e que seja de propriedade dos Orixás. Devemos dizer: Agò mi leu (dá licença de chegar?) e depois dizer: Agò ba mi ló ( peço licença para sair).

10- Quando for fazer algum àsé coletivo, não passe em baixo dos pés, deixe para passar na ultima pessoa, caso contrário, você realiza transporte de cargas de uma pessoa à outra. Depois de passar nos pés, não devemos subir com àsé em outra pessoa.

11- Ao despachar um Òrìsà, nunca diga “anáreu” e sim “oná ri rè”. A frase completa: Oná ri rè cuja a significação é: vá em paz. Oná ri rè, Òrìsà, lá, assiò = que Deus lhe acompanhe.

12- O zelador ou zeladora, sempre deve por a sua mão no ejé da obrigação, para ter a sua mão na mesma, caso contrário, não têm a mão na obrigação; porque, ponta de faca não é mão. E como tem gente aí sem a mão de seu zelador/zeladora. Quero alertar à todos que realizarem uma obrigação à Òrìsà, caso o zelador/zeladora, não colocar sua mão com ejé em sua cabeça, você não tem a mão de seu pai de santo. Caso ocorra algo errado na obrigação, o filho terá o prejuízo, o zelador não, porque ponta de faca não é mão. entenderam!

13- Não se põe treze pessoas à mesa. É agouro.

14- Sempre realize defumações, antes de qualquer ritual, matança e festas.

15- Sempre evite chegar tarde ou no meio do ebó(festa).

16- Em ebó (festa), quando da saída do ekò, nunca vire de costas para o mesmo, porque você está dando as costas ao Óbará. O que não deve é olhar, para o que está saindo. Confirme isto ! Veja se seu zelador vira as costas? Não seja paspalhão!

17- Em ebó, nunca passe com copo de água ou vela acesa entre aos Orixás, e nunca deixe o chão molhado, o desastre é grande.

18- No início do ebó; quando tocar e cantar para Orixás de rua, mulher e criança não devem entrar na roda.

19- Em ebó de quatro pés ou patas, Orixás não devem chegar antes do Emissò Kássum (julgamento, roda humana de quatro pés ou patas; que deram o apelido de “balança”), há não ser que, o Orixá chegue e diga porque chegou, caso contrário, pode ficar preso no Ilé de Orixás até ser realizado o Emissò Kássum ou ser despachado. Com certeza, isso é um desrespeito ao Ilé e caracteriza um Òrìsà sem fundamento ou sem orientação de seu Feitor.

20- Realizar Emissò Kássum, só em Obrigação de quatro pés, caso contrário não. Vamos deixar claro, angoleiro não é quatro pés e nem tão pouco meio quatro pés; é na verdade, uma ave, com mais poderes de força nas Obrigações, do que as aves comuns, sim.

21- Nunca deixe, o seu Alabê ou Ogã-ilu parar por várias vezes o ebó, e de ter intervalos longos.

22- Nunca vá à várias festas (ebó) em um só dia, você passa a ser um akirijebó ( pessoa que frequenta a todas as festas, em só um dia, para comer, não obtendo fundamento), e demonstra um desrespeito a quem lhe convidou, e aos Orixás do Ilé.

23- O dia pertence aos Orixás, a noite aos Exús. Há 50 anos atrás, os ebós à Orixás, iniciavam às l7:00 horas. Hoje, 00.30 ou 01.00 da madrugada. Afinal a escravidão terminou há muitos anos, ou é por falta de conhecimento do horário de Orixás. Sempre evite realizar festas tarde da noite. Sempre devemos mandar parar o ebó no horário de 23.45 à 00.15 horas, evitando às 24.00 horas.

24- Na roda de ebó, homem sempre atrás de homem; mulher sempre atrás de mulher, isto é o que diz o Ritual. Nunca deves deixar o homem se infiltrar entre as mulheres, ou mulheres se infiltrarem no meio dos homens. Isto demonstra falta de conhecimento dos Rituais.

25- A roda, quando estiver cheia e não andar, coloque os homens por dentro da roda, para fazer uma nova roda, e deixe as mulheres na roda por fora. A roda sempre anda no sentido anti-horário. Na roda, marcar passo é dar para trás, não pode! Quanto mais girar a roda, mais leve se torna o ebó.

26- Na roda do Emissò Kássum, sempre deve andar no sentido anti-horário. E antes de inicia-lo, devemos realizar uma defumação no ambiente com ervas apropriadas.

27- Defumação: Sempre devemos defumar com ervas apropriadas, antes de qualquer Ritual.


Os hábitos errados:


1- Não se come despido ou sem camisa, é uma ofensa ao seu Òrìsà.

2- Quando se come em casa de Religião, ou em festas de Religião, lava-se o prato. Devolvê-lo sujo, complica e atrasa a sua vida.

3- Não se come as pontas dos animais de Obrigações; são esés( pertencem aos Orixás).

4- Dinheiro sobre a mesa de refeição provoca miséria.

5- Não se apanha alimentos que cai no chão. É das almas.

6- Recebe-se o prato sempre com a mão direita; e peça benção do prato cheio, e não após ter mexido.


Com relação à cozinha:


1- Não se mexem alimentos que estão cozinhando no sentido anti-horário, senão desanda ou encrua. Cubram a cabeça com Alá.

2- Não bata com a tampa da panela quando estiver cozinhando, e nem com a colher de pau, afugenta a proteção e atrai o negativo.

3- Quando a comida não quer amolecer, adicione três grãos de milho à ela.

4- Não se cozinha para Orixás, homens ou mulheres de corpo sujo. Corta o efeito das Obrigações.



Determinações aos Rituais:


1- Não se cortam aves ou animais de quatro pés, a não ser nas juntas. Caso contrário os Orixás recusam.

2- Obrigação mal feita ou mal arriada, paga-se em dobro. E a vítima é sempre quem recebe. Neste caso, o Feitor, usa a ponta de faca e não a sua mão.

3- Antes de se sacrificar qualquer animal, para Obrigações, manda-se limpa-lo com água e sabão e depois com mièró.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Pós Sagrados



Wáji




Tinta azul em forma de pó petrificado de origem vegetal o qual busca a representação do sangue negro, simbolizando a noite e a relação de ancestres ligados à própria escuridão. As partes frescas são contundidas a uma polpa, fermentada, seca e vendida nesta forma, as folhas somente são secadas ao sol e são usadas em um estado quebradiço. Representa o anoitecer. Este pó azul é utilizado em inúmeros rituais do candomblé, principalmente para assentamentos de orixá “Igba Orixá” e na feitura de santo sobre a cabeça do ìyáwó. Símbolo da idealização, transformação, direcionamento com o objetivo de proteger contra todos os males espirituais, materiais e psíquicos, principalmente da negatividade de Ìyámi. O wáji é um elemento muito importante no culto aos Orixás, uma vez que, junto com outros elementos, ajuda a proteger a cabeça dos nossos Ìyáwós contra as Ajés. Segunda a crença africana essas pinturas impediriam que eleyé (ave ligada as Ìyámi) pousasse no ori dos iniciados, pois caso isso ocorresse seria um desastre para vida dessa pessoa.
O wáji representa a cor dundun (preta), o sangue azul que vem das folhas. Existem diversas espécies que podem ser utilizadas para a produção de corantes azuis como a Isatis tinctoria ,Indigofera tinctoria, Philenoptera cyanescens e o Lonchucarpus cyanescens.


Segundo alguns relatos, as duas primeiras não seriam utilizadas para a produção do wáji tradicional, sendo apenas usadas para a confecção do anil (usado para tingir jeans, por exemplo). O verdadeiro wáji seria, portanto, retirado do processo de fermentação das folhas do Lonchucarpus sp. que é conhecido pelo nome de índigo africano ou índigo yorubá.
O processo de fabricação desse corante era complexo e exigia grande perícia, sendo cercado de prescrições e proibições rituais. Era tão importante que os tinteiros iorubas cultuavam até uma divindade específica para essa finalidade, Iyá Mapo. O pano tingido de índigo significava riqueza, abundância e fertilidade. Este pó está relacionado a força espiritual.



OSÙN





É um pó vermelho, extraído do Pterocarpus Erinaceus, árvore Baphia nitida Leguminosae Papilionoideae, normalmente o compramos em pequenas bolas. Utilizado no ritual de Iniciação para a maioria dos ÒRÌSÁ principalmente para as ÌYÁBAS. Porém é interdição para todos os ÒRÌSÁ FUNFUN. O Osùn é utilizado em vários rituais do candomblé, na construção de assentamentos de orixá igba orixá, nas pinturas sagradas da iniciação ketu, principalmente na construção do adosun (um cone que fica no centro da cabeça do iaô) com a função de transmitir o poder espiritual chamado de axé e livra-lo do infortúnio gerado por uma das Iyami-Ajé.


Este pó vermelho traz a vida ao iniciado, simbolizando a cor do ÈJÈ PUPA, ou seja, a vida que renascera para os ÌYÀWÓ.
Existem ebós e banhos onde se faz uso do Osùn, para a sorte, prosperidade, fertilidade, para afastar doenças, recuperação de vida e para o amor. O pó de Osùn é associado ao ÀSE do sangue vermelho dentro do reino vegetal. Este pó representa o crepúsculo.



ÌYÈROSÙN

O pó da Pterocarpus osun que tem a cor amarela é utilizado nos rituais sagrados de Ifá, Orumilá, Oduduwa, e todos os Orixás funfun, muito utilizado para formar os gráficos de odu no Opon Ifá e na preparação do merindilogun. É um pó esbranquiçado natural da arvore ÌRÒSÙN- Eucleptes Franciscana F, através da ação de cupins que produzem o pó ou serragem. Ele é espalhado sobre o OPON- IFÁ, onde o BÀBÁLÁWÓ faz a marcação dos ODÚ e posteriormente, após ritual próprio, esse ÌYÈROSÙN que foi encantando, poderá ter diversas utilidades. É empregado em beberagens, banhos, sabão para banho, em diversas formas para proteção e sorte, podendo ainda dependendo a situação ser espalhado sobre oferendas aos ÒRÌSÁ ou a ÒRÚMÌLÁ. Mas somente terá valor litúrgico se for preparado por um BÀBÁLÁWÓ.



EFUN





É um pó esbranquiçado feito do barro branco encontrado no fundo do rio, foi o primeiro condimento utilizado antes da introdução do sal. É um “giz” branco empregado na pintura Iniciática de todos os ÒRÌSÀ principalmente para os ÒRÌSÁ FUNFUN. Este pó pode ser utilizado também em banhos. EFUN na língua YORÙBÁ quer dizer cal, giz.

No culto a OBÀTÁLÁ- ÒÒSÁÁLÀ na África, o EFUN é representado por bolos redondos de giz que se chamam SÉSÉ- EFUN. EFUN também significa cal, e cal é ” lime ” em inglês, que também é limo, o chamado Limo da Costa para representar ÒÒSÁÁLÀ acaba sendo confundido devido ao uso errôneo da palavra.

O EFUN simboliza o dia, por isso, quando em pó, seja soprado ou friccionado seco sobre o ORÍ dos Omo ÒRÌSÁ Kon, é utilizado com o objetivo de ampliar, vitalizar, iluminar, clarear, despertar e intensificar. Já o EFUN molhado com água pura ou com o ÈJÈ do ÌGBÍN é utilizado para acalmar, tranquilizar, adormecer, suavizar, abrandar, aliviar, proteger. Por isso que a cabeça do ÌYÀWÓ em reclusão deve permanecer coberta de pó de EFUN no dia, e durante a noite coberta com WÀJÌ com pequenas marcas de EFUN.
Muito usado em ebó elaborados para os ÒRÌSÁ FUNFUN. Este pó é considerado sagrado, traz o equilíbrio, tranquilidade, paz e paciência.


Tipos dos EFUN.


- O EFUN mineral: é um pó retirado do barro, que são encontrados na natureza em várias cores, também chamada de tabatinga.

- O EFUN vegetal: é um pó retirado de frutos: OBÌ, ORÓGBÓ, ARIDAN, PICHURIN, NÓS-MOSCADA e folhas.

A mistura do EFUN mineral e o EFUN vegetal recebe o nome de ATIN e só deve ser preparada pela ÌYÁLÓÒRÌSÀ ou a ÌYÁ EFUN.

- O EFUN animal: é o pó retirado de ossos e cartilagem dos ossos dos animais utilizados em sacrifícios aos ÒRÌSÁ.
Este pó só pode ser feito pelo BÀBÁLÓRÌSÀ ou pelo BÀBÁ EFUN.
Estas cores destes pós representam:

– OSÙN o crepúsculo
– WÀJÌ o anoitecer
– EFUN o amanhecer

Estes pós são originários do Continente Africano, mas os encontramos facilmente aqui no Brasil, não existindo a substituição deles por outros que em nada se equivalem a eles na Veiculação e Transmissão do verdadeiro ÀSE exemplo:

– OSÙN não é o urucum (que também é um pó comum)

– WÀJÌ não é o anil (que é um pó químico)

– EFUN não um giz ( giz feito de pó comum)

domingo, 1 de abril de 2018

A Importância do Mokan


O Mokan será colocado na iniciação juntamente com os fios de contas devidamente lavados e deverá acompanhá-lo até o odu ijê. Após se dar esta obrigação (a de sete anos), deve o mesmo ser depositado no Igbá do Orixá, pois se trata de uma joia que, mesmo depois de seu tempo obrigatório de uso, deve ser guardada.


Para entender a aplicação espiritual do uso do Mokan , que é feito, da palha da costa, Ìkó. Palha da costa é a fibra de ráfia, extraída de uma palmeira chamada Igí-Ògòrò pelo povo africano. Seu uso é indispensável na iniciação de uma pessoa ao culto do Orixá , no sentido de proteger a vulnerabilidade dos neófitos.
É um grande fundamento da família dos Orixás.


A íntima ligação da palha da costa com a prevenção de contaminações por energias negativas. Neste sentido, podemos afirmar que o Ìkó é uma palha que nos protege dos Eguns. Daí se confeccionar o Ikán (contra-egum), a umbigueira e o xaorô de palha da costa.


Seria a aplicação espiritual do Mokãn também uma forma de prevenção? O Mokan é uma proteção do Ori e do Umbigo. Por isso ele vai invariavelmente do pescoço (do fim da cabeça) até o umbigo. Estes são os símbolos de nossa vida espiritual.


Ori é o receptáculo de nossa individualidade, e o umbigo o símbolo de nosso nascimento para a vida espiritual enquanto omo Orixá. O Mokan é um símbolo dos neófitos com os demais ikans e o seu delògún, trata-se de um conjunto símbolo representativo inseparáveis.


Mais que os delògúns (fios de conta), o Mokãn é o símbolo da etapa de formação do filho de Orixá. Usar o Mokan é externar este lindo momento em que todo o Axé, toda a tradição afro-brasileira, se faz em continuidade, configura-se o adôxu, aquele que é iniciado.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Diferenças entre "Odú e Odun




Odú = é signo de Ifá..Obedece a uma cronologia dentro do sistema de Ifá/Òrúnmílá.


1. OKANRAN-MEJI - a disciplina e teimosia. Regente: Exú


2. EJIOKO-MEJI – a incerteza e a indecisão. Regente: Ogum/Ibejis


3. ETAOGUNDÁ-MEJI – a perseverança e a obstinação. Regente: Obaluaiê


4. IOROSSUN-MEJI – a tranqüilidade Regente: Iemanjá


5. OXÊ-MEJI – a fama. Regente: Oxum


6. OBARÁ-MEJI – a riqueza e o brilho. Regente: Xangô/Oxóssi/Logun-Edé


7. ODI MEJI – o rancor e a violência. Regente: Obaluaiê/Omulu/Oxóssi


8. EJONILÊ-MEJI – a impaciência e a agitação.Regente: Oxaguiã


9. OSSÁ MEJI – a desconcentração.Regente: Iansã


10. OFUN-MEJI/OGIOFUN – os problemas de saúde.Regente: Oxalufã


11. OWARYN-MEJI – a ansiedade.Regente: Iansã/Exú/Ogum


12. EJILOSEBORÁ – a justiça e o discernimento.Regente: Xangô


13. EJIOLIGIBAN MEJI – a tranqüilidade e a concentração. Regente: Nanã


14. IKÁ MEJI – o conhecimento e a sabedoria. Regente: Oxumarê/Ossaim/Ewá


15. OGBEOGUNDÁ MEJI – o discerminio total. Regente: Obá/Ewá/Oxumarê


16. ALÁFIA-ONAN – a paz. Regente: Ifá (Orixás funfun)



Ódún = quer dizer Ano - Sendo assim, o etmo da palavra designa o tempo de um calendário, aniversários, e comemorações de eventos durante os ciclos específicos. Logo não existe "Odú Ijè" e sim Òdún Ejè - Literalmente sete anos- (Ejè corruptela de "meje" o numero sete) Ainda existem aqueles que para designar quatorze anos, adotaram o termo "Odú Iká" em uma alusão totalmente fora de contexto numérico, e associada a caída do Odu Iká,cuja aparência no Eríndílògun (Jogo de Búzios) corresponde a quatorze búzios abertos e dois fechados..As questões relacionadas aos Odu /Ifá nada tem relação com a contagem dos ciclos iniciáticos.


Sendo assim a saber dentro de uma cronologia,contadas a partir da iniciação:


Òdun Bí - Iawò, relacionado ao verbo nascer
Òdun Kán- Literalmente um ano
Òdún Êji - Dois anos
Òdun Etá ou Metá- Tres anos
Òdún Erin - quatro anos
Òdún Árun - cinco anos
Òdún Éfá - seis anos
Òdún Ejè -Sete anos
Òdún Ejó - oito anos
Òdún Ésan - nove anos
Òdún Éwá - dez anos
Òdún Ókanlá - onze anos
Òdún êjilá - doze anos
Òdún Étalá - treze anos
Òdún Èrínlá- Quatorze anos
Òdún Édogun - quinze anos
Òdún Érindi lógun - dezesseis anos
Òdún Étadilogun - dezesete anos
Òdún Egidilogun - dezoito anos
Òdún Ókandilogun - dezenove anos
Òdún Ôgun - vinte anos
Ódún Okánlélogún -Vinte e um anos
Ódún Ògbón- Designa antiguidade de uma pessoa dentro do culto.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Abíadan

   


A vida embalada por Dan    



São crianças que contam com grande proteção do Vodum Dan Bessem, já que nasceram com o cordão umbilical enrolado no pescoço. O cordão umbilical é uma representação da ligação da mãe com o filho. 

Uma pessoa Abíadan pode ser rodante, Ogam, Ekedí, podem receber cargos. Se rodantes podem abrir suas casas e iniciar pessoas normalmente. Enquadram-se perfeitamente nos casos especiais dentro de uma casa de Axé, porém não necessitam de fundamentações diferenciadas. 

Independente da nação deve agradar sempre a Dan Bessem, com balaios periódicos, devendo ter a mesma obrigação com Frekuen e Iyewá. Se uma pessoa Abíadan for iniciada em uma casa de Djeje, toda obrigação que for dada deve-se agradar a família de Dan. 

O ibá de Bessem, não pode faltar na composição de carrego dessa cabeça. O Abíadan em uma casa de Djeje tem uma função importante, ele deve ser o responsável por todo o processo de preparo e entrega do balaio de Azanadô. Sendo responsável ainda pela cultuação da árvore de Azanadô e toda vez que for posta alguma comida seca aos pés de Azanadô para Adangbé deve ser entregue por um Abíadan.    

Um Abíadan por ser raspado tranquilamente, a não ser que além de Abíadan a pessoa seja Abíkú ou Òrísà seja algum que não aceita a raspagem de seus filhos

A Personalidade da Criança conforme seu Orixá



A cultura yorubá, influencia em nossas características, e temperamentos pessoais.  Abaixo a personalidade de cada criança, segundo o arquétipo de cada Orixá.

ÒGÚN - OGUM: Por ser líder nata a criança de Ogum faz sempre sucesso quando chega a qualquer lugar. Conquistadora e solidária, essa criança é independente, e sabe bem o quer. Amiga verdadeira. Deve ter cautela com o seu destemor, franqueza em excesso e impulsividade.


ÒSÓÒSÍ – OXÓSSI: A criança de Oxóssi é alegre, espontânea e habilidosa. Muito curiosa, esta criança precisa de atenção dobrada, pois adora mexer em tudo. Determinada em atingir seus objetivos. Deve ter cautela pela ingenuidade e instabilidade quanto às opiniões.


LÓGUN ÈDE - LOGUM EDÉ: Muito sensível, a criança de Logum Edé, mostra cedo sua tendência para as artes. Bastante sociável, essa criança faz amizade com rapidez e encanta seus amiguinhos com seu bom humor. Deve ter cautela com a insegurança e dependência de opinião dos outros.


ÒSÁNYÌN – OSSAIM: A criança de Ossaim é muito observadora. Dotada de grande imaginação, ela é capaz de brincar e se divertir sozinha. Em grupo, interage bem sendo a mentora das brincadeiras de maior gosto do grupo. Reservada e tímida, deve ter cautela para não se isolar demais.


ÒSÙMÀRÈ – OXUMARÊ: Bastante sensível, a criança de Oxumarê sabe quando um amigo precisa de apoio. Dotada de criatividade, surpreende a todos com suas invenções. Escreve muito bem. Deve ter cautela com a falta de controle ao ser contrariada ou ao ser submetida às regras.


OMOLU, OBALUAIÊ: Esta criança é agradável, educada e boa de papo. É mais madura do que as outras crianças. Gosta de organizar seu pequeno mundo a uma certa rotina. Deve ter cautela pelo jeito autoritário e crítico ao lidar com opiniões divergentes da sua.


NÀNÁ - NANÃ: Sossegada e calma, a criança de Nanã não gosta de brincadeiras violentas. Organizada e metódica, não gosta que mexam nas suas coisas sem permissão. Paciente, gosta de ensinar aos menores. Deve ter cautela pela dependência sentimental dos pais e pelo lado inflexível.


YEMOJÁ - IEMANJÁ: Encantadora e extrovertida, a criança de Yemanjá esbanja simpatia. Arteira, adora brincar até não aguentar. Gosta de estar rodeada por muitos amiguinhos. Muito inteligente e esperta. Deve ter cautela com o ciúme em excesso e o nervosismo que acabam gerando briguinhas bobas. Sua indecisão a deixa vulnerável.


ÒSUN - OXUM: A criança de Oxum encanta a todos com seu jeito gracioso, meigo, doce e muito charmoso. Muito comilona, adora experimentar incrementar seus lanches. A cautela com esta criança está em não melindrá-la, pois quando ela sente-se magoada torna-se arredia e de pouca conversa.


YÁNSÀN - YANSÃ: A criança de Yansã é sempre alegre, conquistando a todos rapidamente. Ela é alto-astral, divertida e criativa. Intuitiva, consegue descobrir os segredos mais bem guardados. A cautela com esta criança está em não desafiá-la, pois quando isso acontece, ela se transforma em uma criança agitada e combativa.


SÀNGÓ - XANGÔ: A criança de Xangô é tão popular e irradia tanta energia, que todo mundo quer se aproximar dela. Não gostam de cumprir algumas tarefas, aliás prefere inspecioná-las. Ela gosta de ser o centro das atenções, por isso a cautela com ela está em mostrar-lhe que todos são importantes como pessoas.


IYEWA - EWÁ: Muito sensível e delicada a criança de Ewá tem uma grande necessidade de aprovação para suas atitudes. Tranquila, sempre busca a harmonia entre os amigos. Boa confidente. Gosta de ajudar e proteger outras crianças, porém deve-se ter cautela com a instabilidade emocional.


OBÀ - OBÁ: A criança de Obá é atenta e competitiva. É amiga e gosta de compartilhar seus brinquedos com outras crianças. Expansiva, esta criança tem um grande senso de solidariedade. Deve se ter cautela com brincadeiras barulhentas para não despertar a ansiedade e a agitação.


IBÉJÌ – IBEJ: Ibéji protege as crianças, e em particular os gêmeos. As crianças sob sua proteção são alegres e falantes, é a criança mais popular da turma. Por isso, consegue fazer com que todos gostem de sua companhia. Por ser muito emotiva, a criança protegida por Ibéjì tende a desequilibrar o sistema nervoso.


ÒSÀGIYÁN - OXAGUIAN: A criança de Oxaguian é divertida e cheia de ideias inovadoras, porém por ser muito ativa quer fazer várias coisas ao mesmo tempo de forma apressada. Tendência a poucos amigos. É importante ajudá-la a focar-se em objetivos que lhe tragam benefícios.


ÒSÀLÚFÓN - OXALUFAN: A criança de Oxalufan é calma e inteligente passando a impressão de ser madura e decidida. Com personalidade muito forte, este pequenino já demonstra seu senso critico com seus amiguinhos. A cautela está em controlar a sua teimosia excessiva.

Báwo wá dára jé omodé (Como é bom ser criança!)

Salve a força transformadora das crianças!

Axé!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

A falange dos Caveiras e o arquétipo de seus médiuns.


Exu Caveira – Trabalha no desenlace carnal em cemitérios, curando e auxiliando na transição.


Tata Caveira – Trabalha com a parte da cura física e mental em hospícios, asilos, e idosos.


Sete Caveiras – Atua no comando das linhas de Caveira, pouco incorpora.


Maria Caveira – Muito ligada a Exu Caveira trabalha com ele na cura e nos cemitérios.


Rosa Caveira – Ligada a João Caveira trabalha junto com ele em hospitais e na cura.


Exu Caveira da Porteira – Atua na proteção dos terreiros e seus médiuns, é um grande amigo e guardião, além de proteger quando outro caveira atua em locais extremamente pesados.


Quebra-ossos – Exu que cura, desfaz doenças e feitiços muito rapidamente.


Tata Mulambo – Atua junto com Tata Caveira.


Tata Veludo – Um exu que raramente incorpora é muito velho e atua tanto como caveira como Veludo, quase não anda e quando incorpora deixa os médiuns meio que sem firmeza nas pernas.


Pessoas regidas por membros da Linha dos Caveiras são pessoas que não levam desaforo pra casa, falam o que pensam, são intrépidos, não temem ninguém, gostam dos assuntos místicos, não são magricelas, mas mantém o peso nos padrões normais, nunca ficando obesos.


Possuem um defeito que é comum a todo médium dos Caveiras, nunca possuem uma boa dentição, sempre ficam desdentados, usando próteses simples ou completas, curioso isso, mas é o mais comum quando se trata de seus médiuns.


São muito divertidos, trabalhadores, mas adoram dormir, e se fosse possível, trabalhariam somente à noite, pois é o momento em que estão mais ativos. Muitos se tornam militares, seguranças, policiais, ou com profissões relacionadas às armas, bem como alguns em seu lado negativo podem enveredar para o mundo do crime.


Os médiuns dos Caveiras são avessos aos vícios, dificilmente se vê um médium dos Caveiras envolvido com drogas ou entorpecentes, por conta da energia militar que carregam se tornam muito perfeccionistas e íntegros;



Médiuns dos Caveiras são bons chefes de família, bons pais e bons esposos, comilões sem nunca engordar, brincalhões, sentimentais, são o tipo de pessoa que gosta de ajudar os outros, são capazes de tirar a própria roupa no meio da neve e doar ao necessitado. Geralmente nunca se tornam ricos, mas tem o suficiente para viver e se sustentar, gostam de automóveis mas geralmente seus carros ou motos são meio engraçados como eles, aquele tipo de carro que sempre dá problema, seja novo ou usado.


Ser médium de um Caveira de verdade é muito bom, e é sempre bom ter alguém no terreiro que seja do Caveira. É uma grande honra e com certeza sempre poderemos contar com ele para tudo que precisarmos. Para estar diante de um Caveira ou ser médium do mesmo, tem que ser sempre humilde, pois estamos lidando com o símbolo universal da real natureza humana, em que todos nós bem “lá no fundo” de nosso corpo físico SOMOS CAVEIRAS. Seu assentamento deve ser sempre nos fundos do quintal, em casa dedicada apenas aos Exús do Cemitério, onde o Caveira é o Líder maior.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O que e um pacto com Lúcifer?

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O pacto com Lúcifer, é uma aliança entre um individuo, e o Grande Deus Lúcifer.
Lúcifer quando veio para esta terra ele sempre ajudou a Humanidade, ele sempre esteve conosco, e sempre estará. Muitas pessoas o renegam pelo fato de uma mentira Milenar. O pacto é um sigilo total entre você, seu sacerdote, o demônio que levará seu pacto a Lúcifer, e o próprio Lúcifer. Muitos pactos não obtém o resultado pelo fato de as pessoas irem atrás de falsos sacerdotes. O pacto só irá funcionar se você fizer o ritual com um sacerdote, que realmente faz parte do Mundo Luciferiano. Muitos procuram sacerdotes falsos, e por isso não conseguem o tão sonhado desejo de viver a vida da forma que sempre quis.


Se você sofre e não sabe para onde correr, este é o caminho. Muitos dizem que se você está sofrendo, é por que o Deus cristão assim deseja, mas se esse Deus deseja seu sofrimento, Lúcifer, não deseja, ele irá livrá-lo do sofrimento, da dor, da humilhação. Ele tornará você muito melhor, dará a você em suas mãos tudo o que você deseja. Ele pode, pois ele é o Dono De Tudo, Acredite No Pacto. Se você tem este desejo Não pense duas vezes, pois esta é a sua vez de mudar de vida.


Lúcifer: Do latim Luci-feros (o portador da luz). O mais belo dos anjos do céu, que se rebelou contra Deus. No Cristianismo, Lúcifer está associado ao conceito de demônio. Para certas escolas esotéricas, como a teosofia, a figura de Lúcifer está revestida de complexo e importante conteúdo simbólico: é ele que, desobedecendo às ordens de Deus, confere aos homens o conhecimento, retirando-os assim do estado mítico de inocência em que viviam (simbologia do Paraíso). Na tradição judaica, foi Lúcifer quem abriu os olhos do autômato criado por Jeová, conferindo-lhe assim a imortalidade espiritual. O simbolismo de Lúcifer pode ser assimilado ao do herói grego Prometeu, que invadiu o céu para roubar o fogo aos deuses e trazê-lo aos homens. É considerado o emblema do "anjo caído".


Perguntas frequentes de quem faz o pacto:



1) Morrerei depois de fazer meu pacto em 10 anos ?
Não, O pacto jamais irá diminuir seu tempo de vida na terra, pois não é para isso que ele está sendo feito.


2) No pacto estarei vendendo minha alma ?
Não, Sua Alma não pertence a você, sua Alma é do Universo e jamais você dará a Lúcifer algo que não é seu. Lúcifer deseja sua Adoração e devoção, e que você coloque ele em primeiro lugar em todos os planos de sua vida. É isto que você dará a ele.


3) Para onde irei Quando Morrer ?
Não irão a nenhum Inferno, O Inferno de fogo é uma criação, e má interpretação de passagens Bíblicas. Para entender melhor sobre isso, peço que as pessoas que acreditam neste suposto inferno, veja a Origem da Palavra "Inferno", somente assim irão compreender que isto é apenas uma má interpretação feito por fanáticos religiosos com a intenção de intimidar aqueles que não querem seguir ao Deus deles. Sua Alma é do Universo. Após sua morte uma serie de eventos irão acontecer, até que você volte a reencarnar. Portanto não desista de seus sonhos por algo que o fanatismo religioso anda falando.


4) No pacto conseguirei todos os meus desejos?
Sim! Tudo o que pedir a Lúcifer ele irá atende-lo Imediatamente, pois o Pacto é para que você siga em frente com a ajuda dele. Muitos que entregam dinheiros a igrejas pedem para o deus deles bens materiais, Mas estes Não sabem que estão pedindo ao deus errado. Lúcifer é o Deus da Materialização, é ele que tem todos os bens materiais nas Mãos dele. Lúcifer sempre esteve com tudo em mãos, pois enquanto estava no Deserto com o Nazareno, ofereceu a este bens materiais a ele em troca da Adoração. Naquele dia, Lúcifer estava demostrando que os Reinos deste Mundo, e todos os bens que neste mundo estão, são Dele, tudo possui sua marca, e ele dá para aqueles que o serve. Lúcifer é amoroso, e assim como ele faz o mal acontecer, ele também faz o Bem. Se você deseja fama, riqueza, bens materiais e tudo o que desejares vá até Lúcifer, pois este sim, irá ajuda-lo.


5) O que não devo fazer após concluir meu Pacto?
Existem algumas restrições que você jamais deverá fazer.
1º) Jamais negue Lúcifer, ele não perdoa aqueles que o negam; Isso não significa que você deve sair falando que é filho de Lúcifer, mas faça o possível para não tocar no assunto para que ele não rejeite você após uma negação vinda da sua parte.
2º) Não fale sobre o Pacto a ninguém. Caso você venha a falar para muitos sobre sua Pactuação, o Pacto será Banido.
3º) Não aceite ir em Igrejas. Dirigir-se a uma igreja que odeiam a Lúcifer é um desrespeito fatal, por isso não aceite panfletos nas ruas destas pessoas, pois são elas que vivem a difamar nossa religião e vivem a tentar denegrir nossa imagem. Jamais aceitem pedidos vindo da partes destes.
4º) Sempre agradeça a Lúcifer e aos Exús pelo bem alcançado. Jamais esqueça de que é Lúcifer que está ajudando você através dos Exús. Portanto sempre agradeça a eles, pois é dando que se recebe.



6) Em quanto tempo irei alcançar tudo o que pedi a Lúcifer ?
Lúcifer, é um Deus que sabe que há hora certa para tudo, e claro que não vai demorar anos e anos para terem tudo. Mas seja paciente, Lúcifer jamais perdoará você, se tentar confrontar ele. Você não vai fazer o pacto hoje e amanhã acordar milionário, não é assim que funciona. Para tudo a um processo, e tenha certeza que você conseguirá, basta você querer.