sábado, 24 de fevereiro de 2018

A falange dos Caveiras e o arquétipo de seus médiuns.


Exu Caveira – Trabalha no desenlace carnal em cemitérios, curando e auxiliando na transição.


Tata Caveira – Trabalha com a parte da cura física e mental em hospícios, asilos, e idosos.


Sete Caveiras – Atua no comando das linhas de Caveira, pouco incorpora.


Maria Caveira – Muito ligada a Exu Caveira trabalha com ele na cura e nos cemitérios.


Rosa Caveira – Ligada a João Caveira trabalha junto com ele em hospitais e na cura.


Exu Caveira da Porteira – Atua na proteção dos terreiros e seus médiuns, é um grande amigo e guardião, além de proteger quando outro caveira atua em locais extremamente pesados.


Quebra-ossos – Exu que cura, desfaz doenças e feitiços muito rapidamente.


Tata Mulambo – Atua junto com Tata Caveira.


Tata Veludo – Um exu que raramente incorpora é muito velho e atua tanto como caveira como Veludo, quase não anda e quando incorpora deixa os médiuns meio que sem firmeza nas pernas.


Pessoas regidas por membros da Linha dos Caveiras são pessoas que não levam desaforo pra casa, falam o que pensam, são intrépidos, não temem ninguém, gostam dos assuntos místicos, não são magricelas, mas mantém o peso nos padrões normais, nunca ficando obesos.


Possuem um defeito que é comum a todo médium dos Caveiras, nunca possuem uma boa dentição, sempre ficam desdentados, usando próteses simples ou completas, curioso isso, mas é o mais comum quando se trata de seus médiuns.


São muito divertidos, trabalhadores, mas adoram dormir, e se fosse possível, trabalhariam somente à noite, pois é o momento em que estão mais ativos. Muitos se tornam militares, seguranças, policiais, ou com profissões relacionadas às armas, bem como alguns em seu lado negativo podem enveredar para o mundo do crime.


Os médiuns dos Caveiras são avessos aos vícios, dificilmente se vê um médium dos Caveiras envolvido com drogas ou entorpecentes, por conta da energia militar que carregam se tornam muito perfeccionistas e íntegros;



Médiuns dos Caveiras são bons chefes de família, bons pais e bons esposos, comilões sem nunca engordar, brincalhões, sentimentais, são o tipo de pessoa que gosta de ajudar os outros, são capazes de tirar a própria roupa no meio da neve e doar ao necessitado. Geralmente nunca se tornam ricos, mas tem o suficiente para viver e se sustentar, gostam de automóveis mas geralmente seus carros ou motos são meio engraçados como eles, aquele tipo de carro que sempre dá problema, seja novo ou usado.


Ser médium de um Caveira de verdade é muito bom, e é sempre bom ter alguém no terreiro que seja do Caveira. É uma grande honra e com certeza sempre poderemos contar com ele para tudo que precisarmos. Para estar diante de um Caveira ou ser médium do mesmo, tem que ser sempre humilde, pois estamos lidando com o símbolo universal da real natureza humana, em que todos nós bem “lá no fundo” de nosso corpo físico SOMOS CAVEIRAS. Seu assentamento deve ser sempre nos fundos do quintal, em casa dedicada apenas aos Exús do Cemitério, onde o Caveira é o Líder maior.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O que e um pacto com Lúcifer?

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O pacto com Lúcifer, é uma aliança entre um individuo, e o Grande Deus Lúcifer.
Lúcifer quando veio para esta terra ele sempre ajudou a Humanidade, ele sempre esteve conosco, e sempre estará. Muitas pessoas o renegam pelo fato de uma mentira Milenar. O pacto é um sigilo total entre você, seu sacerdote, o demônio que levará seu pacto a Lúcifer, e o próprio Lúcifer. Muitos pactos não obtém o resultado pelo fato de as pessoas irem atrás de falsos sacerdotes. O pacto só irá funcionar se você fizer o ritual com um sacerdote, que realmente faz parte do Mundo Luciferiano. Muitos procuram sacerdotes falsos, e por isso não conseguem o tão sonhado desejo de viver a vida da forma que sempre quis.


Se você sofre e não sabe para onde correr, este é o caminho. Muitos dizem que se você está sofrendo, é por que o Deus cristão assim deseja, mas se esse Deus deseja seu sofrimento, Lúcifer, não deseja, ele irá livrá-lo do sofrimento, da dor, da humilhação. Ele tornará você muito melhor, dará a você em suas mãos tudo o que você deseja. Ele pode, pois ele é o Dono De Tudo, Acredite No Pacto. Se você tem este desejo Não pense duas vezes, pois esta é a sua vez de mudar de vida.


Lúcifer: Do latim Luci-feros (o portador da luz). O mais belo dos anjos do céu, que se rebelou contra Deus. No Cristianismo, Lúcifer está associado ao conceito de demônio. Para certas escolas esotéricas, como a teosofia, a figura de Lúcifer está revestida de complexo e importante conteúdo simbólico: é ele que, desobedecendo às ordens de Deus, confere aos homens o conhecimento, retirando-os assim do estado mítico de inocência em que viviam (simbologia do Paraíso). Na tradição judaica, foi Lúcifer quem abriu os olhos do autômato criado por Jeová, conferindo-lhe assim a imortalidade espiritual. O simbolismo de Lúcifer pode ser assimilado ao do herói grego Prometeu, que invadiu o céu para roubar o fogo aos deuses e trazê-lo aos homens. É considerado o emblema do "anjo caído".


Perguntas frequentes de quem faz o pacto:



1) Morrerei depois de fazer meu pacto em 10 anos ?
Não, O pacto jamais irá diminuir seu tempo de vida na terra, pois não é para isso que ele está sendo feito.


2) No pacto estarei vendendo minha alma ?
Não, Sua Alma não pertence a você, sua Alma é do Universo e jamais você dará a Lúcifer algo que não é seu. Lúcifer deseja sua Adoração e devoção, e que você coloque ele em primeiro lugar em todos os planos de sua vida. É isto que você dará a ele.


3) Para onde irei Quando Morrer ?
Não irão a nenhum Inferno, O Inferno de fogo é uma criação, e má interpretação de passagens Bíblicas. Para entender melhor sobre isso, peço que as pessoas que acreditam neste suposto inferno, veja a Origem da Palavra "Inferno", somente assim irão compreender que isto é apenas uma má interpretação feito por fanáticos religiosos com a intenção de intimidar aqueles que não querem seguir ao Deus deles. Sua Alma é do Universo. Após sua morte uma serie de eventos irão acontecer, até que você volte a reencarnar. Portanto não desista de seus sonhos por algo que o fanatismo religioso anda falando.


4) No pacto conseguirei todos os meus desejos?
Sim! Tudo o que pedir a Lúcifer ele irá atende-lo Imediatamente, pois o Pacto é para que você siga em frente com a ajuda dele. Muitos que entregam dinheiros a igrejas pedem para o deus deles bens materiais, Mas estes Não sabem que estão pedindo ao deus errado. Lúcifer é o Deus da Materialização, é ele que tem todos os bens materiais nas Mãos dele. Lúcifer sempre esteve com tudo em mãos, pois enquanto estava no Deserto com o Nazareno, ofereceu a este bens materiais a ele em troca da Adoração. Naquele dia, Lúcifer estava demostrando que os Reinos deste Mundo, e todos os bens que neste mundo estão, são Dele, tudo possui sua marca, e ele dá para aqueles que o serve. Lúcifer é amoroso, e assim como ele faz o mal acontecer, ele também faz o Bem. Se você deseja fama, riqueza, bens materiais e tudo o que desejares vá até Lúcifer, pois este sim, irá ajuda-lo.


5) O que não devo fazer após concluir meu Pacto?
Existem algumas restrições que você jamais deverá fazer.
1º) Jamais negue Lúcifer, ele não perdoa aqueles que o negam; Isso não significa que você deve sair falando que é filho de Lúcifer, mas faça o possível para não tocar no assunto para que ele não rejeite você após uma negação vinda da sua parte.
2º) Não fale sobre o Pacto a ninguém. Caso você venha a falar para muitos sobre sua Pactuação, o Pacto será Banido.
3º) Não aceite ir em Igrejas. Dirigir-se a uma igreja que odeiam a Lúcifer é um desrespeito fatal, por isso não aceite panfletos nas ruas destas pessoas, pois são elas que vivem a difamar nossa religião e vivem a tentar denegrir nossa imagem. Jamais aceitem pedidos vindo da partes destes.
4º) Sempre agradeça a Lúcifer e aos Exús pelo bem alcançado. Jamais esqueça de que é Lúcifer que está ajudando você através dos Exús. Portanto sempre agradeça a eles, pois é dando que se recebe.



6) Em quanto tempo irei alcançar tudo o que pedi a Lúcifer ?
Lúcifer, é um Deus que sabe que há hora certa para tudo, e claro que não vai demorar anos e anos para terem tudo. Mas seja paciente, Lúcifer jamais perdoará você, se tentar confrontar ele. Você não vai fazer o pacto hoje e amanhã acordar milionário, não é assim que funciona. Para tudo a um processo, e tenha certeza que você conseguirá, basta você querer.

Carta de Oxumarê para seu filho (a)


Filha (o), eu sou seu pai.
Dono do mistério, magia, dono do arco íris, sou metade serpente, metade humano, eu sou Oxumarê.
Observo seus passos na terra a cada instante.
Ilumino teus caminhos, para inimigo não te derrubar.
Sabe aquela frase: depois da chuva, sempre vem o arco íris.
Então... Confie. Quando você estiver passando por problemas, situações, angústias, lembre-se que depois da chuva vem o arco íris, sendo assim, depois do sufoco vem a glória, a vitória, o aprendizado.
Cobra mata abraçando, mas você é minha filha (o), e aqui a cobra é você, não seu inimigo. Não deixarei passar por cima de você, pois se elas (eles) são cobras, eu sou mais ainda.
Acredite no seu pai, eu estarei sempre te valendo, e quando ver um arco íris, lembre-se, é seu pai vindo te valer.
Arroboboi!

Maria Padilha das Sete Rosas Vermelhas


América é um pequeno povoado cravado no alto da serra grande, a famosa serra dos cocos. Como todo lugarejo serrano se destaca pela sua paisagem bucólica. Um clima de fresco para frio, o céu é um típico azul anil, salpicado de alvas nuvens e um verde em todos os tons reveste feito uma esplendida pintura a natureza serrana espalhando esperança por toda serrania.

Conhecida pela Lenda de Santa Feliciana, e por sua tradicional feira, onde o forte é a compra, troca e venda de animais, foi também, palco de uma linda história de amor.
Foi num sábado ensolarado que o lugarejo amanhecera tomado por um bando de ciganos que se dirigiam até aquele local com o intuito de fazer boas trocas e grandes negócios. Num minuto o bando montou sua tenda. Aquela espécie de circo colorido chamava a atenção de todos os habitantes da América. Depois da barraca montada e devidamente instalada, buscaram o rumo da feira.

Em pouco tempo a cidade ganhava nova paisagem. Ciganas com suas roupas multicores, davam um novo colorido aquela região, tingindo o ambiente com cores fortes e vivas. Com muita desenvoltura abordavam os serranos fazendo profecias na leitura de mãos. Belos ciganos montados em seus cavalos encantavam as mocinhas sonhadoras que se animavam com tanta movimentação. Enquanto as ciganas circulavam lendo mãos, os velhos e espertos ciganos munidos de farta experiência faziam suas trocas na feira. O cigano Ribamar, um belo moreno de olhos verdes montado em seu enfeitado jumento parava na barraquinha de Rosa.
— Bota uma Serrana aí!
Rosa estava de costas, quando se voltou, já trazia a dose de cachaça na mão. Seu ouvido apurado lhe confirmava que aquela voz cantada era de um estranho. Quando os dois entreolharam-se, uma forte magia os contagiou, estavam embevecidos um com o outro. A magia por um momento os tirara do ar.

De um só gole o cigano tomou a pinga, e Rosa que rubra ficara com aquele olhar penetrante, voltava a normalidade. Ali nascia um típico caso de paixão a primeira vista. Rosa que era desimpedida iniciava com Ribamar, a contra gosto de sua família, uma linda história de amor. A fama dos ciganos, aquela vida nômade, e os comentários no pequeno lugar, tudo isso foi motivo para que os pais de Rosa a trancassem a sete chaves proibindo o belo romance.

Nem Rosa nem o cigano Ribamar se conformavam com aquela proibição, e assim sendo deram um jeito de trocar recados e bilhetes. Mas tudo isso por pouco tempo, pois no sábado seguinte os ciganos levantariam acampamento. Ribamar não poderia deixar o bando, mas não queria deixar o seu amor e foi nesse emaranhado de pensamentos que ele resolveu que roubaria a Rosa da América. Comprou, um lindo vestido vermelho, pulseiras e tiaras com medalhas dependuradas e uma rosa também vermelha para que sua amada , fantasiada de cigana fosse confundida com as outras ciganas do bando. Rosa lamentava deixar seus pais, mas não suportaria viver sem o seu grande e único amor. 

Concordou com a proposta de Ribamar, e enquanto seus pais trabalhavam na barraca, ela vestida de cigana subia da garupa do Giron , jumento montado por Ribamar, e mais tarde foram acompanhados pelo bando que comovido com a paixão dos jovens deu-lhes total apoio.

A América inteira sofreu com a fuga de sua Rosa. Os pais saudosos choravam por sua filha, e Rosa também não esquecera os seus entes queridos. Depois de um ano, num sábado de sol, dia de feira, ao longe se via um bando de ciganos, a exemplo de outros tempos invadindo o lugarejo. Na frente dois jumentos: um montado por Ribamar com uma criança no colo. No outro Rosa, vestida de vermelho, com uma rosa nos cabelos, e na mão uma bandeira branca pedindo paz.

Rosa era chamada pelos ciganos, Rosa vermelha, todos no bando gostavam dela. Dessa união nascera uma linda menina a qual deram o nome de Verbena. Rosa foi recebida com festa por todos, e perdoada por seus pais. O bando resolveu libertar Ribamar das leis ciganas para que ele enfim, pudesse ter uma vida mais sossegada e feliz ao lado da esposa que tanto se sacrificara por ele.

Contam que, desse tempo para cá, as mocinhas da América quando querem conquistar suas paixões, colocam uma rosa vermelha nos cabelos, vestem um vestido tão vermelho quanto a rosa aparecendo assim, na frente do seu pretendente que ao encontrá-la nunca mais largará do seu pé. Dizem até que, já criaram um grupo folclórico que leva o nome de: “Rosa Vermelha da América.”
Hoje é conhecida como Maria Padilha das 7 Rosas Vermelhas.
Grande conhecedora das magias ciganas.

A Quaresma e o Candomblé


A Quaresma é oriunda da religião Católica, que estendeu-se pelas demais religiões com exceção das Igrejas evangélicas. Sendo que para igreja Católica, a Quaresma representa o renascimento e a volta de Jesus, já para o Candomblé a Quaresma tem um significado completamente diferente, onde o povo Ioruba criou Orôs para respeitar a quaresma, já que a religião foi cultuada principalmente por negros escravos que eram obrigados a serem Católicos.

Antigamente, quando chegava a Quaresma, o povo Iorubá paravam suas funções e faziam a festa chamada Olorogún, pois para o Candomblé o período da Quaresma é o período que em que os Orixás entram em guerra contra o mal para trazer o pão de cada dia para seus filhos. No dia da festividade chamada Olorogún, eram vestidos todos os Orixás do Axé e cada um dos Orixás vinham com um pequena trouxa, contendo a comida preferida de cada um deles. Todos dançavam os seus toques prediletos e no final saiam todos em fila dançando o Adarrum.

Depois dessa festa os Orixás só voltavam no sábado de Aleluia. Depois do Olorogún os atabaques da casas eram recolhidos, onde tomavam ebós, eram lavados com ervas, e tomavam Obori. Essa foi uma forma encontrado para fortalecer os Atabaques que são utilizados em todas as funções litúrgicas. No sábado de Aleluia, era feita uma grande festa em louvor aos Orixás,onde Ogum por ser o pai das guerras, traziam em suas mãos um grande cesto de pão para distribuir no salão. Representando o vencimento da guerra pela paz. A semana santa representa para o Candomblé a criação do mundo.

Por este motivo os candomblecistas devem vestir o branco nessa semana, e principalmente na sexta-feira santa, já que representa o dia que os Orixás desceram do Òrún para conhecerem a grande criação de Olodum, executada por Oduduwa. Por isso os Candomblecistas devem respeitar a semana santa, não pelo que ela representa para a Igreja Católica, mas sim pelo ela representa para todos nós do Candomblé. Usem branco, se não podem usar a semana toda coloque na sexta-feira, ofereçam canjicas, pão, acaçás á Oxalá pedindo paz para o nosso Brasil. Protejam-se, usem o Contra-Egún, pois essa semana os Eguns ficam soltos, pois Iansã está em guerra e não pode prende-los.

Com o término da quaresma todos os espíritas tem por hábito se limpar (fazer ebó) para retirar todas as negatividades existentes, e descarrego para se resguardar das maldades existentes em nosso mundo.


Dentro das casas de Candomblé, hoje em dia existem variações com relação a esse ritual: os antigos zeladores para serem aceitos pela comunidade local, a exemplo do que faziam negros e negras como Chica da Silva, que viveu em no Arraial do Tijuco hoje Diamantina MG, entravam para as irmandades da igreja católica, como Sagrado Coração de Jesus, e seguiam seus rituais e preceitos. Assim sendo, introduziram dentro do Candomblé o ato de se resguardar a quaresma, ou seja, a casa fica fechada durante os quarenta dias desse rito.

Comumente vemos casas de Angola e mesmo algumas de Jejê ou Kêtu que mantêm suas festividades suspensas, pois acreditam que: “o santo está dormindo”, ou seja, afastado da terra e que somente exú responde e governa para eles durante essa passagem. No sábado de aleluia tocam o adarrum, toque sagrado para invocar os orixás de volta a nosso planeta.

Porém hoje em dia com a atual situação das religiões afro-brasileiras, esse tipo de ritual vem sido abolido em grande maioria das casas de candomblé, pois, conforme dizem seus zeladores: “trata-se de um ritual cristão e não do axé orixá”, assim sendo não veem motivo para que se mantenha na atualidade. Um outro fator que com certeza contribuiu e muito para a introdução desse preceito no candomblé, foi o fato de que os negros eram proibidos por seus “donos” a praticarem a religião de seus antepassados e assim sendo, primaram pelo sincretismo.


Mesmo em meados do século XX, ainda era comum a policia perseguir os templos de Umbanda e Candomblé, ocasião em que prendiam todos que se encontravam naquele local, então, os sacerdotes e sacerdotisas continuaram a manter o culto da quaresma como forma de mostrar uma “submissão” ao cristianismo, afastando assim a ideia de culto demoníaco, que erroneamente se tinha de nossa religião. Mas, com o avanço das leis, muitas casas hoje em dia, aboliram esse ritual, e assim sendo, podemos até mesmo ver saídas de yawô durante os quarenta dias que se seguem após a folia. Se esse ou aquele está errado, não me compete dizer, apenas posso afirmar que, se cultuando ou não a quaresma, o que realmente importa é que sigamos fielmente as leis de nossos Orixás, não nos importando as pedras que encontraremos em nosso caminho. Não nos importa o ritmo de cada casa e de seu sacerdote, o que importa realmente, é que sejamos fiéis à casa que nosso orixá escolheu, pois ele com certeza sabe o que é melhor para seus filhos.


A Quaresma e a Umbanda


 A Quaresma é uma doutrina exclusiva do catolicismo e que não influencia a Umbanda de modo algum. Defende-se também que, do ponto de vista espiritual, não há diferença em relação a qualquer outra época do ano, no quesito padrão vibratório. Terreiros com esse pensamento, funcionam normalmente nesse período; porém, por conta de várias pessoas pensarem que, nessa época, podem estar sujeitas a tragédias, acredita-se que surge uma força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas, da qual precisam se defender, isto é, acredita-se que o padrão vibratório diminui, não por conta da Quaresma, mas pelo estado emocional das pessoas, obrigando o terreiro a acatar medidas de segurança, tais como o uso de contra-eguns, banhos específicos, preceitos elaborados etc. Terreiros com esse pensamento, também funcionam normalmente nesse período.


Este posicionamento baseia-se na ideia de que a Quaresma é um período no qual os espíritos obsessores estão mais suscetíveis a receber favores em troca de práticas negativas. Acredita-se que nesse momento muitos rituais são realizados, aproveitando-se da presença desses zombeteiros. Muitos terreiros cobrem as imagens do congá (altar), não realizam trabalhos nesse período e os que realizam, boa parte, só trabalham com a linha da esquerda.


Apesar dos esforços de muitos estudiosos da Umbanda e Candomblé de sistematizarem as nossas práticas ritualísticas por meio de livros e cursos doutrinários, não podemos negar que nossa religião é fundamentada na tradição oral, sendo assim, é natural que haja mesmo divergências. Se você acredita que precisa jejuar na Quaresma, tomar banhos de defesa, trabalhar apenas com a esquerda, usar um contra-egum em cada braço… cabe a você decidir, ou ainda, ao seu terreiro definir e você, acatar as orientações do seu dirigente. Eu, particularmente, uso meu contra-egum e tomo meus banhos de defesa sempre que possível. Na dúvida, melhor não arriscar, não é mesmo?

Curiosidade:  Você sabia? 
O Carnaval é uma festa que sempre antecede quatro dias a Quaresma. A razão dessa festa acontecer nesse período é o fato de que, para conseguirem cumprir os preceitos da Quaresma, usam e abusam dos prazeres da carne alguns dias antes para não sentirem falta durante o período de reflexão quaresmal. Especula-se que o nome Carnaval significa “festa da Carne”, em virtude dos jejuns que se sucederão dias depois.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Kizilas dos Orixás


Kizila, é vocábulo de origem kimbundo, utilizada nos Candomblés de Angola (grupo banto). Tal expressão é então sinônima de èwò, esta proveniente do yorubá, razão pela qual é mais dita nos Candomblés de Ketu (grupo nagô). Apesar da diferença de origem, e da prevalência das Casas de Ketu em relação às de Angola no Brasil, a palavra kizila sobrepujou-se a èwò rompendo as barreiras culturais e litúrgicas e hoje, é frequentemente usada em todos os Candomblés, não importando sua origem ou Nação.


As kizilas, ou tabus, são interdições de ordem alimentar, de vestuário e comportamentais impingidas pelos Orixás aos seus respectivos médiuns, devendo ser cumpridas pelos devotos que incorporam e pelos que não incorporam. A inobservância das kizilas, quebra a força que o Orixá depositou na pessoa e ainda enfraquece a relação entre o Homem e sua Divindade. Segundo a cultura nagô, èlédá ìnú (guardião do estômago), seria um controlador do que se ingere e das conseqüências ocasionadas.




As kizilas são importantes referências do Candomblé, sendo crucial seu conhecimento a fim de que não se incorra em graves falhas ao culto, as quais invariavelmente repercutem no resultado desejado em ebós, sacrifícios, orôs e preceitos em geral. O ato de transgredir as interdições é entendido como afronta ao Orixá, ensejando o transgressor a punições diretamente por parte da divindade (que poderá fazê-lo no campo da saúde, amor, financeiro, etc.), ou poderá ser estabelecida por intermédio do zelador através do Oráculo. Tais punições consistem em multas de reparação que podem significar oferendas, comidas secas, animais para sacrifício, etc.


Kizila dos Orixás ou Èèwò são atos e certos alimentos que contrariam o axé de alguns orixás e devem ser respeitados para manter a harmonia espiritual.
Tudo que provoca uma reação contrária ao “axé”, chamamos de quizila ou èèwò, que são energias contrárias a energia positiva do orixá.
Estas energias negativas podem estar em alimentos, cores, situações, animais e até mesmo na própria natureza.



Kizilas clássicas de quase todas as nações.


  • Não comer caranguejos.
  • Não comer siri.
  • Não comer peixe de pele que pertencem a Eguns, comer somente peixe de escamas .
  • Exu não gosta de água e mel em excesso.
  • Ogum detesta quiabo.
  • Oxóssi não aceita mel de abelha.
  • Iansã não permite abóbora dentro de casa.
  • Oxalá não pode com dendê ou vinho da palma.



Como funciona a Kizila dos Orixás?


A Kizila é uma forma de reação negativa ao axé que atinge as pessoas física, mental e espiritualmente, gerando diversos transtornos na vida pessoal.

A Kizila dos Orixás age como se uma espécie de “alergia” intoxicasse os filhos de santo, trazendo assim mal estar e transtornos na vida da pessoa.

A Kizila do orixá vem quando comemos ou fazemos algo que não devemos.

Cada um dos orixás tem suas próprias quizilas e seus filhos devem respeitá-las, sob pena de trazerem sérias consequências a vida.

As kizilas dos orixás são ensinadas ao longo da caminhada da iniciação que os devotos fazem na Umbanda.

As kizilas dos orixás mais comuns são certas comidas, temperos, folhas para banhos ou alimentação, bebidas, cores de roupas, etc.



Confira as principais kizilas dos Orixás.


  • Evitar abacaxi (quizila de Omolu).
  • Não comer carne nas segundas e sexta-feira.
  • Usar roupa branca nas segundas e sextas-feiras.
  • Não passar embaixo de escadas.
  • Não comer abóbora.
  • Não usar roupas totalmente pretas ou totalmente vermelhas.
  • Evitar cemitérios.
  • Não comer as pontas: cabeças, pés e asas de aves.
  • Não jurar pelo santo, nem pedir pelo mal das outras pessoas.
  • Não passar atrás de corda de animal.
  • Não deixar passar com fogo nas nossas costas.
  • Não pagar nem receber dinheiro em jejum.
  • Não comer muçum ou arraia (kizila de Oxum).
  • Não comer cajá.
  • Não comer carambola (pertence à Egum).
  • Não comer fruta-do-conde ou sapoti.
  • Evitar comer carne de porco (kizila de Omulu).
  • Evitar manga-espada (kizila de Ogum).
  • Evitar manga-rosa (kizila de Iansã).
  • Evitar tangerina (kizila de Oxóssi).
  • Não comer caça (kizila de Oxóssi).
  • Evitar fubá de milho (kizila de Oxóssi).
  • Filho de Oxóssi não come milho vermelho, nem milho verde.
  • Evitar carne de pato (kizila de Iemanjá).
  • Evitar carne de ganso (kizila de Oxumarê).
  • Não comer carne de pombo ou galinha D’angola.
  • Não ter em casa penas de pavão (tiram a sorte).
  • Não varrer casa à noite.
  • Evitar coco (kizila de Oxóssi).
  • Evitar melancia (kizila de Oxum).
  • Não pregar botão em roupa no corpo.
  • Não comer a comida queimada do fundo das panelas.
  • Evitar aipim ou mandioca (pertencente à Egum).
  • Não comer bertália.
  • Não comer taioba (quizila de Nanã).
  • Não comer pepino.
  • Não comer das folhas do jambo.
  • Não comer jaca.
  • Evitar ovos (kizila de Oxum)
  • Nunca se fala cuscuzeiro nem cuscuz, para não revoltar Obaluaiê e Omulu fala-se agerê e bolo branco.




As kizilas são explicadas, ou ao menos mencionadas nos itans dos Orixás, quando são historiadas as suas trajetórias, seus encantos, aventuras e percalços. As kizilas têm origem nas preferências dos Orixás, ou em suas características essenciais, em seus desagrados, ou até mesmo em suas próprias referências de respeito e consideração. Por exemplo: para Oxalá, Orixá funfun da criação, regente da ética e da honra, aquele que tem no branco, a única cor de seu uso, o resumo de sua própria essência, é tabu (kizila) que seus sacerdotes, durante os atos litúrgicos, vistam qualquer cor que não seja aquela de sua preferência.


Vale mencionar como exemplo novamente Oxalá. O velho Orixá fora encarregado por Olorum para criar o mundo e seus habitantes. Porém, incitado por Exu, embebedou-se de vinho de palma, adormecendo antes da hora, vindo a perder parte de sua oportunidade. Em razão disto, Oxalá tem nas bebidas alcoólicas uma de suas principais kizilas. Nem seu culto, nem seus oloxás devem fazer uso de bebidas alcoólicas.




Xangô, irmão de Dadá, filho de Yamassê e de Oraniã, é tão ligado a sua mãe, que por respeito e consideração, segue os mesmos interditos de sua genitora.


Ainda Xangô: quando o Obá quis dominou o povo male, cuja religião era muçulmana, foi generoso ao ponto de adotar como interdito o consumo da carne de porco, vedada aos adeptos do Islã.


A noção dos alimentos “frios” e “quentes”, tais como manga, carne de porco e abacaxi, que fazem o sangue ficar “quente”, é importante como referência às características dos Orixás e a compreensão de seus interditos.





Há ainda as kizilas que são comuns a todos os adeptos do Candomblé. Ou seja, a todos os que são “de santo”: peixe de pele (por ser kizila de Iemanjá, dona dos mares, berço da pesca e fonte de alimentação); abóbora (por representar o primeiro ventre que pariu o primeiro ser, logo, ao comer a abóbora, se estaria comendo o útero da mãe ancestral); siri/caranguejo (que dilaceraram a carne de Omolu, quando este ainda bebê, fora abandonado por sua mãe Nanã à beira do rio, sendo ali resgatado por Iemanjá, que adotou Omolu e lançou a interdição a todos os Orixás); jaca, por ser fruto da árvore pertencente as Iyámi Oxorongá, as feiticeiras da floresta; não comer os miúdos do frango nem as asas, pés ou cabeça (pois são as partes das quais são preparados os axés nos sacrifícios votivos).




Devemos observar as kizilas que são herdadas em função da familiaridade de Santo, são as chamadas kizilas de axé. As kizilas do zelador (a) de santo, devem ser respeitadas por seus filhos-de-santo, assim como aquelas dos irmãos-de-barco.





Os ìyàwó, além das kizilas de seu seus respectivos Orixás, devem atender a inúmeras interdições de conduta ao longo de seu resguardo, tais como não tomar banho de mar, não ingerir bebidas alcoólicas, não ir a cemitério, nem acompanhar cortejo fúnebre, etc.





Por que não devemos comer caranguejo?



Como o caranguejo ficou sem a cabeça? Quando o mundo foi criado, nenhum animal possuía cabeça.


Entretanto, Olofin havia prometido que um dia, todos seriam aquinhoados com cabeças, mas, como se tratasse de um número muito grande de pretendentes, não havia previsão de data para a entrega. A verdade é que todos andavam muito ansiosos pelo momento de poderem desfilar exibindo belas cabeças, dotadas, segundo se dizia, de olhos, boca, orelhas e tudo o mais que compõe uma boa e verdadeira cabeça.

Naquela época o caranguejo era um bom adivinho e vivia desta atividade. Todos os bichos da região eram seus clientes e ele orgulhava-se de jamais haver falhado numa previsão.

Caranguejo cultuava Esù, de quem era muito íntimo e com quem dividia, de bom grado, tudo o que recebia na sua função de adivinho. Desta forma, mantinha-se sempre, muito bem informado de tudo o que acontecia, tanto no Ayê, quanto no Orun.

Sabemos, com certeza, que era Exú quem sustentava o dom de adivinhar do caranguejo.

Um belo dia, logo pela manhã, Exú foi à casa do amigo para lhe dar, em primeira mão, a grande e tão esperada notícia: no dia seguinte Olodumare, que já não aguentava mais tanta reclamação, distribuiria cabeças entre os animais. 

Havia, no entanto, um pequeno problema: o número de cabeças existentes não era suficiente para atender a demanda toda e, por este motivo, aqueles que chegassem por último ao Orun, continuariam acéfalos.

“Não contes a ninguém o que te estou revelando. Trata de chegar primeiro e assim poderás escolher a melhor cabeça que estiver disponível. Depois podes espalhar a notícia entre todos”.

Disse Exú ao caranguejo.

Ora, como já sabemos, o caranguejo zelava muito bem por sua fama de adivinho e assim, não se sabe se por força de ofício ou por simples vaidade, logo que Exú foi embora, saiu batendo de porta em porta, espalhando a boa nova e sendo por isto, muito bem recompensado pelos vizinhos.

Atrapalhado com tantos presentes, caminhava cada vez mais lentamente, mas não parou até que o último dos bichos tivesse sido avisado.

Os animais, logo que sabiam da novidade, abandonavam o que quer que estejam fazendo e corriam para o Orun, em cuja porta já se havia formado uma imensa fila.

A confusão era tão grande que filas foram formadas para que a ordem de chegada fosse respeitada, já que alguns retardatários, usando de força, tentavam furar a fila.

Somente depois de voltar à sua casa, onde guardou os presentes que havia recebido em troca da informação, é que o caranguejo, após tomar um bom banho, dispôs-se a ir buscar sua própria cabeça.

Contudo, quando finalmente chegou ao Orun, era tarde demais, não existia mais uma cabeça sequer e, desta forma, por não saber guardar segredo, nosso herói ficou privado de adquirir uma cabeça.

Zangado e decepcionado com a atitude do amigo, Exú negou-se, para sempre, a ajudá-lo no ofício de adivinho e desmoralizado e triste, o caranguejo internou-se no pântano onde vive até hoje enterrado na lama e… Sem cabeça, é claro!

Diante deste Itan, acredito que o maior motivo de todos nós não podermos comer caranguejo, é exatamente porque o caranguejo cometeu um interdito com Exú, traindo sua confiança.



As pessoas que são iniciadas no candomblé não comem caranguejo, principalmente QUEM É INICIADO de Omolu.

Em épocas antigas quando os Orixás habitavam nosso planeta, Nanã quando teve Omolu e viu que seu filho era todo coberto e também aberto em chagas e feridas mórbidas e horríveis, aliás uma das kizilas de Nanã é ver e não gostar de ver Ninguém sofrer. Ela por não querer cria-lo acabou que abandonando ele na praia nas marés altas.

TODOS OS PEIXES DO MAR vieram adorar Omolu, mas o caranguejo sempre faminto foi logo dando a sua mordida e arrancando com suas poderosas garras a Carne do rei Omolu e tirando pedaços enormes, os peixes todos viram e foram logo Chamar IEMANJÁ IYÁSESÙ, que chegou correndo e pegou Omolu, tirou um ebó de seu corpo com a areia da praia, por isto estoura-se a pipoca à Omolu na areia de praia, passou azeite de dendê com a palha da bananeira e lhe deu o acaça, elemento que dá a vida, Iemanjá Iyásesù levou Omolu para seu reino.


SÓ QUE ANTES SENTENCIOU:
DE HOJE EM DIANTE, TU SERÁS AMALDIÇOADO POR QUEM FOR ADOSÚ (INICIADO NO CULTO AOS ORIXÁS) E PRINCIPALMENTE A QUEM FOR MEU FILHO OU MINHA FILHA, NINGUÉM MAIS COMERÁ DE SUA CARNE E VOCÊ NUNCA MAIS ANDARÁ PRA FRENTE SÓ ANDARÁ DE LADO.

E QUEM COMER DE SUA CARNE TAMBÉM SÓ ANDARÁ DE LADO NA VIDA, JAMAIS PARA FRENTE .

O AMOR DE MÃE DE IEMANJÁ FALOU MAIS ALTO E O CARANGUEJO FOI BANIDO DA MESA DOS ORIXÁS PARA SEMPRE, SENDO PROIBIDO PARA QUALQUER FILHO DE QUALQUER ORIXÁ.

Principalmente por filhos de IEMANJÁ, NANÃ E OMOLU, causando danos a vida material e espiritual, então cuidado.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Espíritos Obsessores



Será possível?
— Além do célebre motivo de vingança, existem dois tipos de obsessores atraídos por nós, os encarnados?
— Três tipos motivados por amor?
— Um tipo onde os papéis se invertem e os verdadeiros obsessores somos nós mesmos?
— Nem sempre o obsessor quer nos prejudicar?
— Às vezes, ele julga que está nos ajudando?
— Outras vezes, ele pode nos causar um benefício real?
— Em muitos casos, ele não teve nenhum vínculo ou relacionamento anterior conosco?
— Em um caso, ele é um idealista tresloucado? Um verdadeiro terrorista espiritual?
— Em outro, um empreiteiro autônomo?
— E em outro, um “soldado mandado”?
Sim! É isto mesmo!  Vamos conferir?



Os 10 Principais Tipos


  • Tipo 1 – Obsessor Morador
  • Tipo 2 – Obsessor Atraído – primeiro caso
  • Tipo 3 – Obsessor Atraído – segundo caso
  • Tipo 4 – Obsessor por Amor – primeiro caso
  • Tipo 5 – Obsessor por Amor – segundo casoT
  • Tipo 6 – Obsessor por Amor – terceiro caso
  • Tipo 7 – Obsessor Escravo
  • Tipo 8 – Obsessor Empreiteiro Autônomo
  • Tipo 9 – Obsessor Soldado do Mal
  • Tipo 10 – Obsessor Vingador



Esses principais tipos de obsessores com esses dez inusitados nomes, é exclusivamente didática, haja vista que pretende facilitar a imediata identificação de cada um deles. Portanto, não existe nem a mais remota intenção de menosprezá-los ou ridicularizá-los, principalmente porque, no passado quem sabe? fomos obsessores iguais ou piores que eles…
Além disto, esse é um modo deliberadamente bem humorado de iniciar uma embasada e profunda abordagem de uma problemática humana que pode ser muito grave e mais séria ainda, principalmente porque a sua atuação nociva independe de nossas crenças a este respeito.






Tipo 1 – Obsessor Morador



Um desencarnado optou por continuar vivendo naquela mesma casa ou naquele local que frequentava assiduamente e ao qual se apegara profundamente – antes de “morrer”. Deste modo, transformou-se em obsessor dos encarnados que moram ou frequentam aquele lugar. Na maioria das vezes, ele nunca tivera nenhum tipo de relacionamento anterior com os seus obsediados. Ou seja, eles não se conheciam. 

Via de regra, é um solitário. Às vezes, está desnorteado ou revoltado. Mas, como todo obsessor, é um ser humano desequilibrado e desajustado, embora não necessariamente mau nem mal intencionado. Seu objetivo é continuar vivendo naquele local ao qual continua irresistivelmente apegado. Em alguns casos, ele simplesmente se diverte, tentando assustar os moradores ou frequentadores daquele lugar. Ou então, nada faz, limitando-se a observá-los.

Só em casos raros tenta fazer mal aos seus obsediados, porém, normalmente, com a intenção de expulsá-los daquele local do qual se julga o único dono e/ou o único com direito de viver ali. Ele, como todo desencarnado, só poderá ser visto por aqueles encarnados dotados do sentido extrafísico de vidência astral.

Além disto, ele só poderá causar as chamadas “casas mal assombradas” se pelo menos um dos moradores ou frequentadores daquele lugar for dotado da faculdade extrafísica de produção do ectoplasma etérico, matéria-prima indispensável para ele poder produzir, se for capaz, os chamados “efeitos físicos”.


Tipo 2 – Obsessor Atraído – primeiro caso



Num determinado dia, um desencarnado – dentre os muitos que perambulam pelo mundo físico foi irresistivelmente atraído por um encarnado cujo perfil psicológico era idêntico ao seu, ou seja, ambos geram continuamente, em grandes quantidades, os mesmos tipos de potentes energias negativas: raiva, cólera, ira, mau humor, agressividade, ciúmes, invejas, despeitos, depressões, tensões, etc. – e/ou têm os mesmos comportamentos extremamente desequilibrados e/ou desajustados e/ou revoltados e/ou fanáticos e/ou violentos etc.

A partir do fatídico momento daquela “atração fatal” de dois seres humanos tão semelhantes em caráter, índole, temperamento, vícios, hábitos, etc., aquele desencarnado passou a viver, 24 horas por dia, todos os dias, ao lado daquele encarnado igualzinho a ele. Na maioria das vezes, tal qual no caso anterior, ele nem sequer conhecia aquele encarnado.


Normalmente, é semelhante ao caso anterior. Ou seja: Via de regra, é um solitário. Às vezes, está desnorteado ou revoltado. Mas, como todo obsessor, é um ser humano desequilibrado e desajustado, embora não necessariamente mau nem mal intencionado. Seu objetivo básico é usufruir ao máximo daquela prazerosa companhia e/ou daquelas energias que ele tanto gosta e julga precisar muito.

Normalmente, ele não deseja fazer nenhum mal ao seu obsediado. Pelo contrário, muitas vezes ele protege a vida daquele encarnado a sua fonte de prazeres por exemplo, no caso de alcoólatras.




Tipo 3 – Obsessor Atraído – segundo caso




É semelhante ao caso anterior, com a única diferença do desencarnado não ser atraído por um encarnado, e sim por um local em particular. Em outras palavras, aquilo que irresistivelmente atraiu o desencarnado “errante” foi um determinado ambiente que ele tanto gostou e onde se sente muitíssimo bem.


Normalmente, trata-se de uma residência na qual os seus moradores, ou a maioria deles, vivem de maneira muito desajustada, tumultuada e desequilibrada. Ou, então, é um local de diversões, público ou privado, corretamente considerado “barra pesada” porque seus frequentadores, ou a maioria deles, praticam excessos de várias naturezas sob o efeito do consumo desregrado de bebidas alcoólicas e/ou, pior ainda, do uso de drogas alucinógenas.

Mas pode ser um local de trabalho onde, costumeiramente, são praticadas arbitrariedades, desonestidades, violências, etc. A partir do fatídico momento daquela “atração fatal” do desencarnado por um determinado lugar energeticamente semelhante, ele, literalmente, se mudou para aquele local, onde passou a residir. E, assim, ele se transformou em potencial obsessor – involuntário ou não – de todos os moradores ou frequentadores encarnados daquele ambiente.

Tal qual no caso anterior. A princípio, ele não tem nenhuma intenção de fazer mal a nenhum dos moradores ou frequentadores daquele lugar. Inclusive, dependendo do caso, ele pode proteger as vidas desses ou daqueles encarnados “preferidos” dele, obviamente visando não perder aquelas suas fontes de prazeres; e o seu objetivo básico é usufruir, ao máximo, daquelas prazerosas companhias e/ou daquelas energias que ele tanto gosta e julga precisar muito.

Como é mais que evidente, em qualquer caso – sem nenhuma exceção – o obsessor sempre é uma pessoa desajustada e desequilibrada, portanto, o seu campo magnético sempre é desajustado e desequilibrado, ou seja, sempre é negativo e nocivo. Muitas vezes é extremamente negativo e nocivo, com o agravante de poder ser muito, muitíssimo, potente.

Por este simples e claro motivo, em qualquer tipo de Obsessão, mesmo quando o desencarnado (obsessor) não pretende fazer nenhum mal a ninguém, a sua constante presença junto a determinados encarnados (obsediados) implica na íntima proximidade do seu campo magnético (negativo e nocivo) com os campos magnéticos daqueles encarnados-obsediados.

Isto, por si só, constitui um contínuo e terrivelmente deletério “bombardeio” de energias negativas e nocivas, às vezes muito potentes, daquele desencarnado (obsessor involuntário) para aqueles encarnados-obsediados.



Tipo 4 – Obsessor por Amor – primeiro caso




Por vontade própria, e sem que nada lhe obrigasse a fazer isto, um desencarnado optou por permanecer 24 horas por dia, todos os dias, ao lado de um encarnado a quem continua amando desesperadoramente. Ele julga que não consegue viver longe daquele seu ente querido encarnado. Anteriormente como é óbvio, ele teve profundos e íntimos laços afetivos, às vezes até fortes ligações sexuais, com seu obsediado.


Normalmente, trata-se de um recém-desencarnado que é ex-cônjuge ou ex-amante ou um familiar muito próximo daquele desencarnado. Tal qual ocorre com outros tipos de obsessores, muitas vezes ele não tem consciência plena da sua recente “morte”. Quando tem, normalmente está profundamente indignado, revoltado e inconformado, principalmente com a compulsória interrupção da sua íntima e constante convivência com aquele seu ente querido encarnado, o que lhe causa uma situação tão aflitiva que ele tenta remediá-la – ou pelo menos atenuá-la – com a sua deliberada permanência próxima àquele encarnado querido.


Como é mais do que evidente, ele não tem a mínima intenção de fazer nenhum tipo de mal àquele encarnado a quem ama desesperadoramente. No entanto, como já vimos, devido ao constante “bombardeio” de suas potentes e desequilibradas energias negativas e nocivas, involuntariamente ele faz mal, muito mal, aquele encarnado querido, repetindo, como inexorável conseqüência da sua contínua proximidade com aquele seu involuntário obsediado.




Tipo 5 – Obsessor por Amor – segundo caso



É parecido com o caso anterior. A diferença é que ele, antes de se transformar em obsessor involuntário, não vivia junto daquele encarnado a quem tanto ama. E sim, desde a sua “morte” ele vagava pelo mundo físico, como fazem muitos desencarnados desequilibrados e desajustados. Ou, então, em casos mais raros, ele era um desencarnado equilibrado, ou que para tanto se esforçava, que morava em uma das maravilhosas colônias fraternas do plano astral, tipo o “Nosso Lar”, descrito por André Luiz através da psicografia de Chico Xavier.

Num determinado dia ele teve conhecimento de um terrível problema que afligia um seu ente querido encarnado. Imediatamente, de livre e espontânea vontade, ele foi viver junto daquele encarnado amado, com a intenção única e específica de ajudá-lo a resolver aquela situação tão grave e séria.

Neste caso além de involuntariamente produzir aquele “bombardeio” magnético negativo e nocivo ao seu ente querido encarnado, ele tentará intervir, à sua maneira desequilibrada e desajustada, nos problemas existentes, o que certamente implicará em outros prejuízos tanto àquele seu ente querido encarnado como às demais pessoas envolvidas.



Tipo 6 – Obsessor por Amor – terceiro caso



Neste curioso caso, os papéis tradicionais se invertem! Dessa vez não é o desencarnado quem produz a Obsessão! E sim é o encarnado que não suporta a compulsória e, às vezes, abrupta separação da íntima e diária convivência física com o seu ente querido recém-desencarnado!

Em tal desespero, o encarnado, totalmente inconformado e inconsolável, sofre tanto e tão profundamente com a recente “morte” daquele seu ente tão querido, sente tanto a falta dele, chora tanto a perda dele, lamuria-se tanto pela insuportável dor que sente, pensa tanto e tão contínua e fortemente naquele seu amado “falecido” que, finalmente, por força da irresistível atração que exerceu, involuntariamente consegue atrai-lo para junto de si.

O triste resultado dessa “Obsessão Inversa” é que aquele coitado recém desencarnado compulsoriamente e à sua revelia foi obrigado a viver, 24 horas por dia, todos os dias, junto àquele seu involuntário Obsessor-Encarnado.



Tipo 7 – Obsessor Escravo



Infelizmente, não é raro alguém ficar tão traumatizado, desnorteado, fragilizado, confuso, etc. com a sua recente “morte”, que vive a perambular, semiconsciente como se fosse um “zumbi” , até mesmo no próprio cemitério onde seus restos mortais foram enterrados.

Por mais incrível que pareça existem inescrupulosos e desumanos comerciantes da mediunidade, encarnados, que obviamente com enorme facilidade aprisionam e transformam (literalmente) em seus escravos esses indefesos desencarnados.

Esses infelizes desencarnados escravos com medo de sofrerem cruéis e terríveis punições, cegamente cumprem as ordens dos seus senhores encarnados. Deste modo conforme sejam as ordens recebidas, eles atuam junto a encarnados, tanto para lhes fazer bem ou mal. Indistintamente.


Tipo 8 – Obsessor Empreiteiro Autônomo




De um modo geral, infelizmente, não é raro alguém ser tão apegado aos prazeres materiais, mas tão apegado que, após a sua “morte”, permaneça vivendo no mundo físico na ávida procura de oportunidades de obter parciais e restritos gozos daqueles prazeres. Por motivos óbvios, uns vivem nos bordéis e motéis, outros nos bares e antros de viciados, e assim por diante.

Neste caso em particular alguns desses desencarnados tão apegados aos prazeres materiais, deliberadamente e por exclusiva vontade própria, prazerosamente executam empreitadas junto aos encarnados tanto para o bem quanto para o mal, conforme sejam os acertos recebendo, como pagamento antecipado, os “despachos” que frequentemente encontramos nas encruzilhadas, contendo comidas, sangues de animais, bebidas, charutos, etc.


Esses dois últimos tipos de obsessores são idênticos no que diz respeito à execução, indistintamente, de benefícios e/ou malefícios aos encarnados. Mas o Obsessor Escravo tem, a seu favor, o grande e forte atenuante de ser “soldado-mandado” sob pena de severos castigos, enquanto o Obsessor-Empreiteiro-Autônomo tem o sério e grave agravante de agir voluntariamente e por conveniência própria.

Mas, em qualquer caso, a culpa e o dolo realmente cabem àqueles encarnados que são os autores intelectuais desses lamentáveis tipos de Obsessão. No entanto, muito mais culpa e muito mais dolo cabem àqueles inescrupulosos e desumanos comerciantes da mediunidade, encarnados, que, além de lucrarem com esse tão condenável e ilícito comércio, ainda praticam a mais desumana ainda escravidão dos pobres coitados Obsessores-Escravos!





Tipo 9 – Obsessor Soldado do Mal





São desencarnados que, por motivos diversos, se transformaram em idealistas tresloucados, convictos e fanáticos. Piamente, eles acreditam que o dever sagrado deles é sem tréguas nem fronteiras combater o bem e todos os obreiros do bem encarnados e desencarnados. Eles são, portanto, verdadeiros terroristas espirituais.


Na maioria dos casos, eles são extremamente sagazes, astutos, espertos, sutis, inteligentes, etc. e, algumas vezes, até refinados. Alguns deles possuem elevados conhecimentos e habilidades, às vezes até superiores aos das suas vítimas encarnadas.


“Filosoficamente” falando, eles pretendem destruir as obras do bem, e implantar, na Terra, os deturpados e tresloucados conceitos de vida deles. Portanto, eles se dedicam a sabotar todas as obras do bem que eles puderem. Com tal propósito maligno, astutamente eles não visam, necessariamente, fazer mal aos seus obsediados, e sim desviá-los, a qualquer custo, das atividades nobilitantes. Por exemplo, eles podem causar benefícios reais às suas vítimas encarnadas, mas benefícios tais que impeçam, ou pelo menos dificultem, a execução daquelas atividades fraternas.

Os alvos principais obviamente, são os dirigentes e trabalhadores mais atuantes e eficazes das instituições voltadas para o bem material e/ou espiritual da humanidade. Eles sempre agem nas fraquezas individuais e coletivas dos obreiros do bem, estimulando intrigas, fofocas, ciúmes, despeitos, calúnias, brigas, desentendimentos, etc. e até envolvimentos sexuais antiéticos sempre visando destruir, ou pelo menos desestabilizar, aquelas instituições que eles consideram “as terríveis inimigas” deles.

Ironicamente… Considerando que eles só obsediam os melhores seres humanos encarnados aqueles que, prazerosamente, realizam serviços voluntários, fraternos e solidários – o fato de ser vítima desse tipo de Obsessão não deixa de ser… um elogio. Um grande elogio!


Tipo 10 – Obsessor Vingador




Sem nenhuma sombra de dúvida este é o caso clássico de Obsessão! Mas também é o pior, o mais terrível e o mais cruel de todos!

Os motivos desse obsessor são muito fortes e estão firmemente arraigados no passado, haja vista que remontam a dezenas ou centenas de anos, quando, em alguma vida passada, o hoje “inocente” obsediado cometeu crimes terríveis contra aquele que, atualmente, é o seu Obsessor-Vingador.

Por um lado com raríssimas exceções, a memória do encarnado sempre é limitada ao que está registrado no seu cérebro físico, ou seja, ele não se recorda dos acontecimentos das suas encarnações passadas. Portanto, quem é obsediado desse tipo não se lembra dos males que cometeu, no passado, ao seu atual Obsessor-Vingador.

Por outro lado O Obsessor Vingador se lembra muito bem, perfeita e nitidamente, de tudo que anteriormente sofreu nas mãos do seu atual obsediado. Muitas vezes essas dolorosas lembranças são tão fortes como se todos aqueles terríveis sofrimentos tivessem acabado de acontecer com ele.


Em outras palavras, ele ainda sente muito intensamente, na própria pele, aquelas profundas e lancinantes dores! Por este motivo é movido por cego e mortal ódio que esse pior tipo de obsessor se dedica, com persistência, dedicação e tenacidade e até com total exclusividade a perseguir o seu obsediado, se possível do berço ao túmulo, quem sabe até depois da “morte”, para se vingar dos sofrimentos que ele lhe causou no passado.

No entanto mesmo conhecendo, entendendo e compreendendo os sólidos motivos do Obsessor-Vingador, nem ele nem seu obsediado nem nenhum de nós devemos esquecer de três importantíssimos aspectos éticos e morais dessa séria e grave problemática humana:

  • Em primeiro lugar: – No passado, quando o Obsessor-Vingador foi vítima do seu atual obsediado, ele não era inocente. Por que? Porque, segundo a sábia, infalível e perfeita Lei de Justiça do Universo ou Lei de Retorno Similar naquela época ele precisava receber (como recebeu) o retorno cármico das grandes dores que ele mesmo, anteriormente, causara a outras pessoas. E, naquela época, o tolo instrumento daquele (indispensável) retorno cármico foi o seu atual obsediado.

  • Em segundo lugar: – Atualmente, o Obsessor-Vingador também não é inocente porque executa uma terrível, fria e cruel vingança contra o seu obsediado, assim praticando justiça com as próprias mãos, o que é condenável até pela falha justiça terrena.

  • Em terceiro lugar: – Na Escola da Vida, o perdão é uma das mais importantes matérias que tanto o Obsessor-Vingador quanto o seu obsediado como todos nós devemos aprender e praticar!


Conclusão


Esses dez tipos que acabamos de ver, são os mais comuns da chamada Obsessão Direta, na qual os obsessores sempre atuam diretamente sobre os seus obsediados. Além desses dez tipos é lógico que existem outros casos de Obsessão Direta talvez muitos outros tipos mas são raros.

No entanto, curiosamente pode ocorrer o singularíssimo (e infelizmente raro) caso daqueles privilegiados encarnados que na “elogiosa” opinião dos seus potenciais obsessores são alvos difíceis de atingir, verdadeiros “ossos duros de roer”. Por que?

Porque eles têm e mantêm os seus campos magnéticos tão poderosamente positivos e equilibrados que, praticamente, inviabilizam a máxima eficácia da Obsessão Direta ou, na melhor das hipóteses, dificultariam muito os plenos e rápidos sucessos dos objetivos malignos daqueles obsessores.

Com tais (raros) encarnados “difíceis de obsediar”. Os obsessores mais experientes podem praticar as chamadas Obsessões Indiretas, quando eles atuam sobre outras pessoas mais fáceis de obsediar e que sejam intimamente ligadas àqueles encarnados que são seus verdadeiros alvos para assim, de maneira indireta, causarem grandes sofrimentos aos seus potenciais obsediados.

Além disto, tanto na Obsessão Direta quanto na Indireta felizmente, em situações raras, graças a Deus! podem atuar aqueles que, na falta de denominação melhor, podem ser considerados Obsessores “High Tech” (que empregam alta tecnologia).
É isto mesmo! São aqueles maquiavélicos especialistas – ou cientistas do mal – que utilizam avançados conhecimentos e tecnologias para produzir, nos planos astral e mental, sofisticados aparelhos específicos para obsediar encarnados e até desencarnados.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Adjá


Adjá, Adjarin (ÀÀJÀ em Iorubá) é uma sineta de metal, utilizada pelos sacerdotes do candomblé, durante as festas públicas, acompanhando o toque. Usado também nas oferendas, como a finalidade de chamar os Orixás ou provocar o transe (incorporação).

O objeto pode ser de uma, duas, três e até 4 sinetas e o cabo geralmente é do mesmo material, que pode ser de bronze, metal, dourado ou prateado.
Cada orixá possui seu metal. O prata é consagrado à Oxalá, Obaluaiê e Iemanjá. O dourado à Oxum, Oxumarê e Oxóssi. O cobre à Xangô, Oyá e Obá.



O número de câmpula também designa a qual orixá pertence, como:
– para chamar Exú 01 câmpula;
– para orixás masculinos 02 câmpulas;
– 03 para todos os orixás utilizado pelo Babalorixá;
– 04 para todos os orixás utilizado pelas Ialorixás e Ekédis;




Atualmente existem no mercado muitas variações e se adornam estes com búzios, pedras, miçangas, palha da costa, entre muitos outros enfeites. É um instrumento sagrado e sem substituição nos rituais do candomblé.

É comum vermos nas rodas de Candomblé, pessoas mais velhas de santo, tocarem esse instrumento enquanto dançam para os Orixás. Seu manuseio, no entanto é vedado aos que ainda são Yawôs, ou seja: Aqueles que ainda não possuem sua obrigação de Sete anos. Também aos não iniciados nos preceitos da religião.

Durante a dança, o instrumento serve para invocar e manter a vibração do Orixá na sala, para que a energia não saia daquele local onde está sendo realizado o candomblé.

Quando se dança com algum Orixá, uma Ekédi ou um Sacerdote, dançam acompanhados desse instrumento para guia-lo durante o ritual. Já em determinadas situações como rezas e outras obrigações, o Adjá tem a função de chamar nossos Orixás para aquele rito, fazendo com que os mesmos abandonem temporariamente o Orun (morada), para se manifestarem em seus filhos.

Também usamos o Adjá para anunciar o inicio de algum ritual ou para chamar atenção das pessoas para algum ato importante. Contudo no Candomblé, o Adjá passa pelo processo de imantação e dado a esse que somente pessoas autorizadas podem tocá-lo.

De Exú a Oxalá, todos eles respondem ao chamado desse instrumento litúrgico, bastando que a pessoa saiba como utilizá-lo. Seu som chama a atenção dos Orixás, anunciando que alguma coisa está sendo feita naquela casa.

O Adjá provoca o transe das pessoas, quando tocado acima de suas cabeças, pois no processo de imantação, ele recebe as energias do sacrifício que foi oferecido a determinado Orixá.

Pessoas que ainda não possuem direito de usá-lo, são imediatamente incorporadas por seu Orixá ao pegarem no mesmo. Nosso zelador utilizou aquele instrumento para chamar nosso Orixá, desde o nosso Bori até nossa Iniciação, sendo assim, como vamos sair tocando ADJÁ sem termos recebido autorização para o tal?

Usado em cerimônias festivas ou não, o Adjá é de sua importância no Candomblé e se você ainda não está autorizado para fazer uso do mesmo, não faça!
Não pegue e nem utilize, pois as conseqüências podem ser graves.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Caboclo Sete Flechas.



Em uma entrevista feita pela médium Lúcia Batista em dezembro de 2015 ao Caboclo Sete Flechas, ele iniciou falando sobre suas últimas encarnações dizendo que naquele dia se apresentava com a vestimenta que mais usa na espiritualidade e que é ligada à última encarnação que teve no Rio de Janeiro na qual foi um professor de Matemática e de Filosofia.

O período desta encarnação foi de 67 anos. Seu desencarne se deu em 1918, porém dá preferência à aparência de 30 anos de idade e é com esta aparência que transita no mundo espiritual.

Disse também que antes desta, teve encarnações no século I na Grécia como Sacerdote. Suas encarnações no velho mundo (Europa) se intercalaram entre a Espanha, a Grécia e a Itália. Teve formação militar no Exercito Romano, atividades sacerdotais na Grécia e como Artesão (como sapateiro) em Sevilha (Espanha). Sempre com interesse no estudo, na educação e na filosofia.

Também  falou sobre a povoação de nosso país. Disse que migrações espirituais trouxeram espíritos para o novo mundo (as Américas), visando trazer progresso tanto no plano espiritual onde se multiplicavam espíritos nativos apegados a costumes bárbaros, visando com que a reencarnação de espíritos com maiores experiências civilizatórias, auxiliasse a alavancar o progresso, sem no entanto perder as raízes.

Com isto teve experiências encarnatórias em tribos brasileiras. Contou que em uma encarnação de Índio Tupiniquim, aos 19 anos de idade, uma missão de Jesuítas entrou em contato com a sua tribo. Entre estes Jesuítas encontrava-se o padre que hoje é o Caboclo Sete Montanhas. Foi por ele catequizado porque foi atraído, através das lembranças reencarnatórias de quando era sacerdote, pelo ritual que desempenhavam, pelo estudo que desenvolviam, pelo ensino. Tudo aquilo despertou no jovem Índio experiências adormecidas pelo passar dos anos e das reencarnações. Por isso, desenvolveu atividades de auxiliar os padres em seus afazeres sacerdotais e com isso foi reaprendendo e “relembrando” tudo que estava adormecido, auxiliando também na domesticação de outros Índios. 

Este trabalho se deu até a idade de 32 anos quando enfermidades do homem branco abalaram a saúde e desencarnou. A partir daí teve outras encarnações em famílias portuguesas que para aqui vieram, sempre se envolvendo com o estudo, com ensino e religiosidade.


A partir deste momento começou a falar sobre a necessidade do médium conhecer a entidade com a qual trabalha, disse ser importante manter-se o foco, não apenas no trabalho que se realiza, mas principalmente na mensagem e no resultado de todo esforço laborativo (do trabalho) de cada Entidade que conosco dialoga e retém laços de relacionamento. A este respeito fez observações dizendo: “Muitas vezes a curiosidade vos tira o foco do que é mais necessário. Desprendam-se dos excessivos detalhes de erros cometidos, das dores sofridas, de datas específicas e milimetricamente contadas.” Disse que é importante sabermos situarmos em que época tal história teve desenvolvimento, mas muito mais importante é valorizar a mensagem positiva e o aprendizado que se tem de cada contato com o mundo espiritual.



Disse ainda que muitos esperam que o mundo espiritual seja uma melhora do mundo material, muitos esperam que o mundo espiritual seja algo revelador e completamente diferente de tudo que se imagina ser. Esclareceu que o mundo espiritual percebido é montado e é criado de acordo com a expectativa que se tem dele. “A mente do homem é prodigiosa, é poderosa, se o homem crê que no mundo espiritual existem hospitais, hospitais ele encontrará. Se o homem crê que o mundo espiritual é pleno de nuvens e de brisa leve, nuvens e brisa leve é o que o homem encontrará. Nada foge à magnitude e ao poder da criação da mente humana.” Disse que é importante desfocarmos das diferenças individuais e forcarmos no real aprendizado que cada criatura tem a passar e a oferecer.


Prosseguiu dizendo que o encontro de almas se dá pela sintonia vibratória acumulada ao longo das várias existências, das crenças, dos valores que se cria, do amadurecimento que se tenha. Tudo isso cria um campo magnético fazendo com que campos magnéticos semelhantes se atraiam e se unam e é assim que encontramos amigos, encontramos amores, e foi assim que, mesmo na roupagem de um jovem índio, encontrou o comandante espiritual daquela casa.


O jovem índio com atividades guerreiras tinha experiências reencarnatórias que foram despertadas ao ter encontrado alguém do mesmo velho mundo de onde procedera, e teve a oportunidade da evangelização e de aliar ao conhecimento espiritual da época, o conhecimento e o amor à natureza do índio nativo, de uma terra pujante (que tem grande força) de energia, de magnetismo e de se ter permitido desenvolver sentimentos e atividades caridosas.


Concluiu dizendo que o compromisso que se assume de ser um guia ou não ser um guia, é criado diariamente, é criado de acordo com a responsabilidade que se assume, pelo amor que se tem ao próximo, e pela responsabilidade que se tem pelo próximo. Para ser um guia é preciso aprender a falar a linguagem de cada um que de nós se aproxima. É como o magistério; é um sacerdócio. É extrair de cada criatura aquilo que ela imagina não ter, mas que sabemos que lá está. É confiar, é acreditar no ser humano, “eis a missão de cada guia e não apenas deste que vos fala. É isso que move seja um Comandante, seja um trabalhador auxiliar da Seara do Bem”.

Perguntamos se existe uma comunicação da parte do Caboclo Sete Flechas com a entidade do médium para saber se o mesmo já estaria pronto para riscar o ponto. Ao que ele respondeu que o Guia Mentor de cada médium comunica à direção da casa como está o seu trabalho com o seu aparelho. Tudo isso ocorre no mundo espiritual. Ressaltou que a simples intuição de um ponto não significa que o médium está pronto para o trabalho, porque há médiuns que têm intuição do ponto, mas só vão dar prosseguimento ao seu trabalho de consulta, anos ou meses depois. Isso porque não é só a intuição do ponto, como foi dito, é a composição áurica, seu campo psíquico, é que dão as indicações de que existe uma sintonia ainda maior com o seu mentor. Não é só a intuição de ponto, mas é a aproximação de auras de mentor e médium que necessita ser pelo mundo espiritual, pela sua forma, pela sua postura intensa, coesa, simples para que possam então identificar uma possibilidade de trabalho, mais frutífero adiante. Por isso que muitos médiuns não têm intuição de ponto, mas existe, espiritualmente, uma forte sintonia e na hora de riscar o ponto, esta intuição vem porque não é somente a intuição que é importante, o que é importante é a intimidade que se desenvolve entre Médium e Guia.


Na medida em que o médium acredita, confia na casa que tem, na direção que tem e também em si e em seu Guia, estas portas se abrem. Elas se abrem na medida em que os filhos se permitem que elas abram. Quando há uma convocação e o médium entende que ele está ali para isso, esta sintonia se faz e esta percepção ocorre. Então a simples percepção de um ponto durante um sonho, durante um êxtase, isto por si só não indica que já se está pronto, o que indica se está pronto é a maior inteiração fluídica que se percebe no mundo espiritual entre o médium e seu guia.


E assim encerramos o estudo de hoje, com a certeza de que a Espiritualidade maior trabalha com afinco, com dedicação e carinho para que possamos ajudá-los a nos ajudar e assim juntos ajudarmos ao próximo.


Perguntado se Exús e Pombos Giras seriam igualmente auxiliares nos trabalhos de uma casa ele respondeu que sim e acrescentou: “O grande orquestrador de tudo que acontece, que diz que sim e que diz não, o responsável, neste momento, pela direção da casa é o Caboclo ou Preto Velho regente. Todos os demais são auxiliares deste amigo espiritual.”


Conclusão:


As últimas encarnações são as mais importantes no sentido de que por serem as mais recentes são de fácil acesso no arquivo de memórias do espírito. Necessariamente não são as que definem o que o espírito é no presente. Como disse antes, a formação do espírito e feita através de várias experiências encarnatórias.


Lembrando que mais que palavras bonitas, são palavras de ordem, que devem ser colocadas em pratica. “Orai e vigiai”!!!! Disciplina, sempre!!!…





Outra História do Caboclo Sete Flechas



Caboclo Sete Flechas era um índio Oriundo da Tribo Dos Patachós, que se localizava na Mata Escura na época (entre os anos 200 e 300), onde hoje é o Estado da Bahia, é um Caboclo que vem na Irradiação de Oxóssi, podendo ser cruzado para vir na enviação de todos os Orixás.  

O Caboclo Sete Flechas recebeu as suas Flechas de 7 Orixás, a mando do Pai Oxalá, conforme segue:

* Oxóssi colocou uma Flecha no seu Braço direito, flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.

* Ogum colocou uma flecha no seu braço esquerdo, flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais.

* Xangô cruzou uma flecha em seu peito, para nos defender das injustiças da humanidade.

* Iansã Cruzou uma flecha em suas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.

* Iemanjá colocou uma flecha sobre sua perna direita, para abrir os nossos caminhos materiais e na senda da espiritualidade.

* Oxum colocou uma flecha sobre sua perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar os nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias à vontade de Deus.

* Omulu/ Obaluaiê entregou em suas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para distribuir a humanidade a Divina força da fé e da verdade.

O Caboclo Sete Flechas tem um conhecimento profundo das ervas e das folhas de nossa flora e da flora de outros países, trabalha na cura, exímio vencedor de grandes demandas espirituais e como alguns costumam dizer ele é um Caboclo Mandingueiro, ou seja, quebrador de mandingas destinadas a seus filhos e a seus protegidos, manipulador das energias do Astral e não fica "preso" a nenhuma vibração, ele trabalha dentro de todas as vibrações com os Falangeiros que ele comanda.

Oração ao Caboclo Sete Flechas Cura e Proteção


Salve Deus Pai , criador de todo o universo!
Salve São Sebastião, Rei da Mata e Guia de todos os Caboclos!
Salve, Pai Sete-Flechas e sua falange de obreiros!
Pai Sete-Flechas, baixai sobre nós um raio de vossa Divina Luz, iluminando os nossos espíritos, para que possamos entrar em comunicação com vossa centelha divina de onde emanam as vossas sagradas Flechas, defendendo-nos e amparando-nos neste mundo.
Salve as Sete-Flechas que vos foram dadas espiritualmente para defender e proteger de todas as dificuldades e angústias neste mundo.
Bendito seja o sagrado nome de São Sebastião, de Oxóssi que vos botou sobre o vosso braço direito a Flecha da Saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.
Bendito seja o sagrado nome de São Jorge e de Ogum, que vos colocou sobre o braço esquerdo a Flecha da Defesa a fim de que sejam defendidos de todas as maldades materiais e espirituais.
Bendito seja o sagrado nome de São Jerônimo e de Xangô que vos cruzou uma Flecha em vosso peito para nos defender das injustiças da humanidade.
Bendita seja a mãe e nome da Senhora da Conceição que vos cruzou uma flecha em vossas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.
Bendito seja o nome do Senhor do Bonfim, nosso Pai Oxalá, que vos botou uma Flecha sobre vossa perna direita, para abrir os nossos caminhos, materiais e na senda da espiritualidade.
Bendito seja o divino nome de Nossa Senhora dos Navegantes e de nossa mãe Iemanjá que vos botou uma Flecha sobre vossa perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias a vontade de Deus.
Bendito seja o sagrado nome de São João Batista, e o nome de Xangô, que entregou em vossas sagradas mãos a Flecha da Força Astral Superior, para distribuir à humanidade a divina força da fé e da verdade.